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Ana Abrunhosa diz que reduzir mais as portagens nas SCUTS não deve ser prioridade do Governo

Ministra afirmou que abolição das portagens está “cada vez mais longe”…

A abolição das portagens nas antigas vias sem custo para o utilizador (SCUTs) “está cada vez mais longe de ser uma possibilidade”, disse hoje a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, na Covilhã. À margem da conferência ‘Desafios da mobilidade em territórios de baixa densidade’, a governante sublinhou que a prioridade deve ser o incentivo à utilização de transportes colectivos e eléctricos e não rejeitou que o valor nas antigas SCUT possa novamente ser reduzido, mas não prometeu.

“Não vou dizer que não vamos continuar a reduzir as portagens, mas também não vou prometer”, salientou Ana Abrunhosa, quando questionada sobre o assunto. A ministra da Coesão Territorial recordou que a redução do valor das portagens em 30 por cento é implementada em Janeiro e depois o Governo vai avaliando. “Vamos avaliando. Agora, não temos condições políticas, nem geopolíticas, nem de outro nível para continuar a reduzir muito as portagens. Isso tem de ficar bem claro”, vincou Ana Abrunhosa.

Segundo a governante, a diminuição anunciada em 28 de Setembro dos custos de circulação na A22, na A23, na A24, na A25, na A4, na A13 e na A13-1 foi uma excepção, “justifica-se nestes territórios” e afirmou continuar a defender a redução.

“Foi uma situação excepcional, porque verdadeiramente não temos transportes colectivos em quantidade e em qualidade, mas devemos investir então para que haja esse transporte colectivo e incentivar as famílias a utilizar esse transporte colectivo e a deixar o transporte individual”, argumentou Ana Abrunhosa.

A ministra chamou a atenção para reacções negativas à medida de entidades que consideraram estar a ser fomentada a carbonização e acrescentou que a margem do Governo para continuar a reduzir o valor das portagens está cada vez mais reduzida. “Acho que, hoje, reduzir as portagens não deve ser a medida prioritária de qualquer Governo. A nossa margem política para o fazer está cada vez mais reduzida”, salientou.

De acordo com Ana Abrunhosa “a própria Comissão Europeia questiona” Portugal porque é que está “a fomentar o uso do veículo individual, ao reduzir as portagens”. A ministra enfatizou o custo de contexto que representam as portagens e acrescentou que o valor foi reduzido nos territórios do interior para permitir às pessoas “chegar com menos custos ao hospital, ao seu local de trabalho, ao centro de saúde, a um evento cultural”.

Sobre um eventual aumento do valor a pagar nas auto-estradas no próximo ano, Ana Abrunhosa referiu ser “uma preocupação”, mas remeteu o assunto para o ministro das Infra-estruturas, João Galamba. “Não me fica bem falar em nome de um ministro que neste momento está a fazer esse trabalho e essa negociação, que é o senhor ministro das Infra-estruturas, mas é uma preocupação que todos temos, naturalmente”, disse.

O Governo anunciou em 28 de Setembro que os veículos de classe 1 vão beneficiar de uma redução de 30% nas portagens na A22 (Via do Infante/Algarve), A23 (Beira Interior), A24 (Interior Norte), A25 (Beiras Litoral e Alta), A4 (Túnel do Marão), A13 e A13-1 (Pinhal Interior).

 

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