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Angústia. Autor: Fernando Roldão

Desespero agonizante e agoniante, é o que esta palavra ocupa nos sentimentos da maioria dos portugueses, no coração e na alma de um povo governado à vista, por medíocres encartados.

A começar na angústia de ter um primeiro-ministro malabarista, terminando num governo produtor de miséria, aflição, dificuldades e perigos para as nossas vidas, tudo de muito mau nos tem caído em casa nestas ultimas 4 décadas, onde o maior culpado é o cidadão comum.

Um país onde os mais altos signatários na hierarquia da nação, vivem num mundo à parte, virtual e onde a única coisa que conta para eles, é a arrogância e o desprezo com que nos tratam.

O António Costa, finalmente se demitiu, não mostrando arrependimento, antes pelo contrário, mostrando-se vítima de uma cabala política para o desacreditar. Onde já ouvi isto?

Dizia este indivíduo do alto da sua cadeira, com ar de grande sábio e cito;

“ A angústia é termos licenciados a menos. A nossa ambição é termos, não só mais licenciados, como também mais mestres e doutores”.

Senhor ex Primeiro Ministro, a maior angústia do povo português, foi ter um governante desta incompetência e não saber o que fazer com ele.

Eu também tenho uma grande angústia que é ter tido que o aturar por culpa de 1 milhão e 700 mil portugueses, que o seguem, cegos, iludidos com as suas promessas, na expectativa de ganharem umas migalhas do seu fausto repasto.

O senhor sempre foi um demagogo a falar para os seus cavaleiros da tábua rasa.

António Costa, o que nós temos é angústia de sermos o mais pobre país da EU.

Andamos angustiados por sermos o país da EU com o maior número de casos de corrupção por metro quadrado, vendo políticos abusando da nossa paciência e da nossa ingenuidade.

Ao dizer que é uma angústia termos licenciados a menos, está a fugir à verdade, pois deveria estar verdadeiramente angustiado por os nossos jovens emigrarem, os pais não terem orçamento que lhes permita continuarem a estudar, por permitir a especulação imobiliária, afastando os jovens de um futuro mais promissor.

Angústia é ver centros de saúde a fechar por falta de médicos, encerramento de tribunais, maternidades, urgências hospitalares e escolas, mas o mais angustiante é assistirmos a uma pré campanha eleitoral, prometendo obras e ampliações a centros de saúde, quando nem médicos há.

Angústia é olhar para jovens licenciados, que por falta de postos de trabalho, tenham que chorar os investimentos que eles e as suas famílias fizeram, estando a dar serventia a pedreiro ou trabalhar em supermercados.

Não é desprimor nenhum trabalhar, mas aqueles que recebem subsídios para ficarem em casa, é que deveriam ocupar esses empregos, dando assim oportunidades aos que se querem integrar na sociedade e ajudarem à sua construção, dando provas que o dinheiro dos nossos impostos é bem aplicado, com justiça e igualdade.

Por falar em igualdade, o povo propõe 3 ordenados mínimos para cada deputado e o final das subvenções vitalícias, pois só assim poderíamos, nós povo, aquilatar do vosso patriotismo, da vossa vontade de trabalhar em prol do povo que vocês tanto defendem quando buscam votos, para depois, fazerem orelhas moucas das promessas e do respeito que todos nós merecemos.

Angustia, é assistir às vossas manobras palacianas, aos jogos políticos, de conquistarem e dominarem as instituições, para depois, a seu belo prazer, engordarem à nossa custa.

O povo só quer o seu bem, por isso pagamos-lhe o salário mínimo nacional, durante 3 meses para viver no interior do país, sem transportes, com sistema de saúde obsoleto, burocrático e na maioria das vezes inexistente.

Venha senhor António Costa, pois será, com muito gosto que o gostaríamos de ter como vizinho, mas não venha sozinho, faça-se acompanhar dos seus colegas de partido e governo.

A nossa angústia quando olhamos para os restantes países desta Europa, passarem à nossa frente em nível de vida e de riqueza.

A nossa angústia atinge o ponto mais alto quando lamentamos, lavados em lágrimas, por o termos colocado como primeiro-ministro, traindo a nossa confiança.

O mais angustiante é que o senhor, com a sua incompetência, nos obrigou a assistir à matança, lenta e dolorosa da famigerada democracia, que tanto tem enchido a vossa boca, mas que para si e para os seus correligionários, é uma rua estreita e de sentido único.

O cenário da primeira república repete-se, só que até agora ainda não surgiu o salvador, o messias, o justiceiro, para dar a todos vocês o castigo que já tarda em acontecer.

A pouca vergonha também tem limites e merece ser julgada.

 

 

 

Autor: Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico

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