O presidente da Câmara alertou que 2012 não será ano para semelhante feito em matéria de acesso ao QREN.
Marcadas pela maior angariação de “sempre” de apoios financeiros través de fundos comunitários – em 9,8 milhões de euros de investimento o município conseguiu perto de sete milhões em comparticipações – as contas do município relativas a 2011 foram aprovadas na última reunião da Assembleia Municipal.
Os documentos que em reunião de câmara realizada com caráter extraordinário já tinham recebido aval favorável, registando-se a abstenção dos vereadores da oposição e do novo elemento do executivo em permanência, foram na última sexta-feira objeto de análise por parte do presidente da Câmara Municipal que destacou a boa prestação do município em matéria de angariação de apoios do QREN.
Um feito que, segundo avisou, não será repetido em 2012, ponderando até que obras como o mercado municipal, central de camionagem e avenida Carlos Campos tenham que avançar mesmo sem o apoio do QREN. Ainda que disponível para avançar com aqueles trabalhos que carecem ainda de resolução de um impasse com a empresa Marques por causa de um terreno que está na sua posse e, que a autarquia espera que retorne às mãos do município, o presidente da Câmara Municipal deu como certos alguns ajustamentos nomeadamente no domínio das transferências às freguesias.
“Todos temos que fazer uma reflexão, porque se há menos dinheiro, temo que fazer o que é prioritário”, referiu Alexandrino que na última Assembleia Municipal reiterou a sua preocupação pelas pessoas e não tanto pelas obras. “Não estou disponível para fazer obras de fachada e com custos no futuro”, afirmou.
Na análise às contas, o presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira louvou a “capacidade de endividamento do município”, lamentando porém que a autarquia esteja a “cortar onde não deve, que é nas transferências às freguesias”. Uma matéria que rapidamente conduziu o eleito pela CDU a criticar afirmações proferidas pelo ex presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, numa recente entrevista num jornal local, reprovou a atual política de transferência de subsídios às Juntas de Freguesia seguida pelo atual executivo municipal.
“O ex presidente sempre teve a mania de dizer que o município era “eu” e agora estamos como estamos…ele era um déspota e nem sequer era esclarecido”, afirmou João Dinis notoriamente indignado com o ex autarca oliveirense, na certeza de que “quanto mais dinheiro for transferido para as juntas, mais o município poupa”.
Uma crítica também partilhada pelo presidente da Assembleia Municipal que encarou a afirmação proferida por Mário Alves como sendo uma “ofensa e falta de respeito para com os eleitos e os eleitores”. No que respeita às contas de 2011, António Lopes sublinhou que os números servem de resposta àqueles que criticam o executivo municipal de não fazer obra.
Um resultado que levou o presidente da Assembleia Municipal a dar os parabéns à Câmara Municipal e Juntas de Freguesia pelo “recorde nos apoios externos”. Uma prestação de que, admite António Lopes, o anterior executivo não se terá afastado tanto – “houve anos com três e quatro milhões de comparticipações – , ao ponto de até considerar que as críticas anteriormente proferidas até nem teriam tanta razão de ser. “Se calhar não tinha tanta razão como pensava quando me disponibilizei para comprar um GPS ao anterior presidente da Câmara”, disse António Lopes que na sexta feira se regozijou pela “unanimidade” conseguida na apreciação às contas de 2011, permitindo que todos levem a “taça”. “Sinto-me satisfeito com os resultados”, sublinhou.
“Deve haver poucas Câmaras no país que tenham obtido estes resultados”, apreciou o deputado socialista Rodrigues Gonçalves que na análise aos documentos elogiou a boa prestação da autarquia na procura de financiamento do QREN. “Manteve-se investimento, sem aumento de endividamento”, obervou, chamando a atenção para o facto de a diminuição das contrapartidas nacionais, ter sido compensada com o aumento das contrapartidas do QREN. Anunciando a abstenção na votação, o independente Carlos Folques chamou a atenção do reduzido investimento do município no setor do Turismo, em particular de natureza e histórico.
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