Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) considera “especialmente grave” que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) “acentue cada vez mais uma visão macrocéfala e centralista de desenvolvimento das duas grandes áreas metropolitanas ignorando e esvaziando mais uma vez a Região Centro”. A Direcção da NERC declarou ainda a sua solidariedade para com a posição da Comunidade Intermunicipal de ontem, na qual alerta que o PRR “esquece projectos estratégicos e prioritários da CIM Região de Coimbra.
“Cita-se em especial no que respeita à Região de Coimbra que o PRR não demonstra inequivocamente um apoio à revitalização económica de todos os sectores empresariais com especial enfoque no Comércio, Turismo e Serviços, observando-se a importância da sua acção de proximidade na dinâmica do apoio aos Cidadãos”, refere a associação em comunicado.
A NERC reforça no comunicado as propostas já apresentadas aos organismos regionais e que contam com três linhas de actuação de apoio ao desenvolvimento das empresas. O primeiro é designado por REVIPROCOM e é m Programa Regional Para a Recuperação orientado para o Desenvolvimento da Economia Local e Regional, tendo como objetivo a modernização de unidades produtivas, com enfoque no comércio, serviços e turismo, sectores mais afectados pela pandemia, observando: Reestruturação dos negócios, Mudança de atividade e Integração das tecnologias digitais no modelo de negócio”.
Associação Empresarial da Região de Coimbra refere no segundo ponto a aposta em rexcursos endógenos de elevado potencial. “Desenvolver programas alinhados com a concentração regional de elevadas competências técnicas – Jovens Técnicos para as Competências Digitais e Jovens Técnicos para a Indústria 4.0 – privilegiando destinatários mais afectados pela pandemia como: jovens licenciados ou com 12.o ano para aquisição de competências nas áreas digitais, como comércio eletrónico, bases de programação, aplicações móveis, webdesign, cibersegurança, jovens desempregados ou recém-formados à procura do primeiro emprego, licenciados ou com 12º ano.
A NERC defende também a necessidade de assumir a Economia da Saúde e Economia Social como vectores estratégicos para a Região de Coimbra e por essa via para Região Centro ligando-a à afirmação de um Cluster da Saúde e das Ciências da Vida como bem económico e como fator de atração de investimento e criação de novos negócios nos domínios do turismo de Saúde, envelhecimento activo, promoção do sector termal (saúde e turismo).
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