Registaram-se 41 votos brancos e 2 votos nulos. O deputado do PS e ex-secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, foi o único deputado ausente da votação.
Assunção Esteves entra assim para a História como a primeira mulher a presidir à Assembleia da República (AR). Terminou assim a saga da eleição para a liderança da AR, depois de, anteontem, Fernando Nobre ter falhado a votação por duas vezes, retirando-se de seguida, embora mantendo-se como deputado.
Horas antes, Assunção Esteves dizia-se “muito feliz e à espera de ser eleita”, falando sobre a circunstância de ter sido proposta pelo PSD para a presidência da Assembleia da República.
A ex-juíza do Tribunal Constitucional e ex-eurodeputada também já fez carreira no hemiciclo nacional. Maria Assunção Andrade Esteves tem 54 anos e foi eleita deputada pela primeira vez em 1987, pelo círculo de Vila Real, na primeira maioria absoluta do PSD, durante a liderança de Cavaco Silva. Em 2002, com Durão Barroso à frente do PSD, Assunção Esteves voltou a ser eleita deputada pelo círculo de Vila Real e nessa legislatura foi presidente da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.
Em 2004, deixou a Assembleia da República para ir para o Parlamento Europeu, depois de ter sido eleita nas europeias desse ano pela lista da coligação PSD/CDS-PP.
Quando Pedro Passos Coelho se candidatou pela primeira vez à liderança do PSD, em 2008, contra Manuela Ferreira Leite e Pedro Santana Lopes, Assunção Esteves declarou-lhe apoio, considerando que este representava “o renascer de uma linha social liberal há muito esquecida” no partido.
Nas legislativas de 5 de junho, foi eleita pelo círculo de Lisboa, onde ocupou o sexto lugar da lista de candidatos do PSD.
(In ionline.pt)
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