Uma das principais entradas para a cidade de Oliveira do Hospital, a Avenida Dr. António Afonso Amaral, está a ser afetada pela ligação tardia da rede de iluminação pública. Ainda que por breves minutos – a iluminação está a ser ligada às 21h00 – o atraso que também se tem vindo a verificar em algumas localidades do concelho, tem deixado aquela artéria às escuras.
O caso que tem sido visível desde a entrada em vigor do horário de verão, tem merecido um amplo debate no espaço de comentários disponibilizado por este diário online – Senhor das Almas é um dos locais identificados onde ocorrerá semelhante situação – mas não foi, até à data, motivo de queixa junto da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, que é a entidade responsável pela gestão dos horários a aplicar nas várias redes de iluminação pública.
Contatado pelo correiodabeiraserra.com, o município oliveirense disse desconhecer a situação e assegurou não ter recebido qualquer tipo de queixa por parte da população relativamente ao assunto.
Ainda assim, o gabinete de apoio à presidência da Câmara Municipal adiantou que apesar de a rede de iluminação pública ser gerida pela EDP, a indicação dos horários a seguir é da responsabilidade dos serviços municipais. No entanto, fonte daquele gabinete lamentou que tal prática não esteja a ser instituída, já que “a EDP é que tem gerido a programação”.
Sem explicação para um caso do qual assegura não ter conhecimento, o gabinete de apoio à presidência de José Carlos Alexandrino admite que o atraso na ligação da iluminação pública seja decorrente da mudança de hora, que não terá sido acompanhada pelo necessário acerto dos horários de ligação e interrupção da iluminação.
Este diário digital aguarda por esclarecimentos da EDP Distribuição sobre o assunto.
Câmara admite desligar lâmpadas durante a noite
Em nome da necessária contenção de custos, os cortes na iluminação pública estão entre as medidas a adoptar pela Câmara Municipal.
O executivo de José Carlos Alexandrino reuniu ontem com responsáveis da EDP, a quem solicitou o plano horário que está a ser praticado no concelho.
Em cima da mesa esteve também a intenção de o município avançar com medidas de eficiência energética que, entre outros aspetos, podem levar a que parte da iluminação pública seja desligada em horário a definir.
O objetivo, apurou este diário digital, não é deixar localidades às escuras, mas sim com iluminação ‘a meio gás’.
Refira-se que em 2010, os encargos com iluminação pública representaram um custo de 450 mil Euros para os cofres do município.
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