Ao contrário de muitos municípios do interior que apelam às pessoas para não se deslocarem e impõem mesmo a quarentena obrigatória, o presidente da Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, disse, à Lusa, gostar de ver o movimento do regresso dos “filhos da terra” que procuram na região refúgio face à pandemia de COVID-19. A Pampilhosa da Serra, recorde-se, tem uma forte comunidade em Lisboa, onde estão sediadas 80 comissões de melhoramentos, que se mantém muito ligadas à terra natal, e é um concelho com 4.481 habitantes, que no Verão chega a quintuplicar a população.
O município não impõe qualquer tipo de quarentena e o autarca limita-se a apelar ao “bom senso” de quem se quer refugiar na Pampilhosa da Serra para que cumpra “o período de quarentena necessário para despistar se são portadores da COVID-19. “É um movimento de pampilhosenses que gostamos sempre de ver pelo concelho, mas devemos ser todos responsáveis porque as pessoas das nossas aldeias são maioritariamente idosas e de risco elevado face à pandemia”, disse à Lusa José Brito Dias.
Salientando que a maioria tem casa na Pampilhosa da Serra, José Brito Dias frisou que essas pessoas “devem exigir a si um período de quarentena para não colocar em risco os idosos altamente debilitados” que residem no concelho, um dos menos populosos e mais envelhecidos do distrito de Coimbra.
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