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AZU considera Passadiço do Açude da Ribeira, em Oliveira do Hospital, “um atentado à beleza natural… e deve ser retirado!”

A Associação Ambientalista AZU considera que a requalificação do Açude da Ribeira, em Ervedal da Beira, concelho de Oliveira do Hospital, “é um atentado à vista e à beleza do conjunto formado pelo bonito Açude da Ribeira e suas envolvências naturais com o Rio Seia e os grandes penedos que, logo a jusante do Açude, ladeiam ambas as margens deste rio”. “De facto, trata-se de uma ‘enxertia’, violadora e desnecessária, consumada por uma pesada e retorcida estrutura – feita em betão e ferro – colocada entre a margem direita e a margem esquerda do Rio Seia, que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital decidiu mandar fazer, para ser paga com dinheiro público num valor na ordem dos 500 mil euros”, acusam em comunicado.

Esta Associação acusa ainda a autarquia oliveirense de que “tendo exactamente em conta aquele local, a Câmara Municipal não cuidou em auscultar previamente outras entidades da zona e a população, acerca do projecto em causa – por exemplo, através da exibição de uma maqueta – para se poder aferir melhor sobre o impacto negativo que a obra veio a revelar, agora já em fase de finalização”.

“O ‘Passadiço’ até poderá ser uma mais valia para a região, trazendo algum turismo.  No entanto, as alterações climáticas estão cada vez mais a dar os seus ‘gritos’ face aos ataques que o ambiente sofre, pelo que um projecto do tipo não só devia ser integrado menos agressivamente no meio paisagístico como devia ser um exemplo tendo em conta o respeito que merece o meio ambiente, em concreto a água e os seus rios, como é o Rio Seia e envolventes”, frisa uma nota da AZU, para quem se a Câmara tivesse sujeitado previamente à opinião pública um anteprojecto em maqueta, teria logo recolhido opiniões capazes de evitar a implantação daquele ‘monstro’ em betão e ferro retorcido pois é muito possível apurar alternativas nada agressivas, aliás susceptíveis de proporcionar outras e mais amplas vistas sobre aquela mesma zona. “Agora, a solução é mesmo mandar retirar o que ali foi abusiva e desnecessariamente implantado!”, sublinham.

A AZU insiste ainda que a poluição do Rio Seia e a sujidade que se acumula no seu leito, a progressiva degradação de margens e taludes são problemas ‘crónicos’ aos quais as entidades com responsabilidades na matéria – Câmaras Municipais da região – APA, Agência Portuguesa do Ambiente – Hidráulica da Bacia do Mondego – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) – etc – não têm sido capazes de evitar e de corrigir como lhes compete. “A AZU entende ser esta uma tarefa urgente que deve concentrar múltiplas acções de iniciativa pública a convergir, no caso, para a despoluição e defesa do Rio Seia e seus afluentes.  Eis mesmo a prioridade das prioridades!”, rematam.

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