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Café Central: “Se a Câmara tiver hipótese legal para anular o concurso deve fazê-lo”

… à adjudicação da exploração do Café Central à empresa do grupo Tavfer. Mário Alves pediu até a anulação do concurso por o resultado não estar a ser bem recebido por parte da opinião pública.

“Toda a gente sabe as relações que existem entre a empresa que está em primeiro lugar e a que explorava o Café Central”, afirmou esta manhã o ex presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, no momento em que chegou a propor ao seu sucessor no cargo para enveredar, por via “legal” pela anulação do concurso público para a exploração do Café Central, que foi ganho por uma empresa do grupo Tavfer, a Alveswreta.

“O comum do cidadão não consegue perceber”, referiu o vereador do PSD que não pondo em causa o júri responsável pela decisão tomada, chegou a “pôr em causa os critérios definidos pelo júri” e que conduziram àquela tomada de decisão, que não está a ser bem interpretada pelos demais concorrentes admitidos na corrida e opinião pública em geral.

Clarificando, à partida, o sentido do seu voto na reunião onde aquele resultado vai ser colocado à consideração do executivo – “serei claro e objetivo e votarei contra”, assegurou – Mário Alves insistiu com a indicação de anulação do resultado em questão, ao mesmo tempo que sugeriu ao executivo a revisão do regulamento e caderno de encargos “para que no futuro uma situação destas não volte a acontecer”.

O vice presidente do município não tardou, porém, em deitar por terra as suspeições relativas aos critérios de avaliação e até do próprio regulamento, assegurando que o processo decorreu dentro daquilo que foi proposto por Alves na altura em que presidia aos destinos do município – em 2009 – e em que o resultado do concurso ditou a entrega da exploração do espaço à Fertavending.

“Por decalque e para que o processo decorresse rápido para evitar que o Café estivesse fechado, usou-se o mesmo regulamento e caderno de encargos que o senhor definiu politicamente”, afirmou José Francisco Rolo.

“Peçam-me para não beneficiar ninguém, mas também não me peçam para prejudicar”

Numa rejeição à suspeição de alteração de critérios específicos, o presidente da Câmara que já anteriormente tinha tido a oportunidade de repudiar toda a polémica gerada em torno de um caso que resulta do “cumprimento de um regulamento”, acabou também hoje por desvalorizar o episódio que assegura estar dentro da lei.

Segundo contou, todo o processo já foi analisado por um jurista do município que não encontra qualquer irregularidade na avaliação de cada um dos concorrentes admitidos a concurso.

“Parece que tenho que encontrar uma maneira para excluir concorrentes”, começou por reagir José Carlos Alexandrino que admitindo que o resultado “seja difícil de explicar” na opinião pública, garante não ter meios para o anular.

“Peçam-me para não beneficiar ninguém, mas também não me peçam para prejudicar”, continuou o presidente que, entre a opinião pública tem vindo a ser acusado de favorecer o grupo Tavfer no concurso em questão.

Responsável por fazer do Café Central assunto recorrente das reuniões públicas do executivo no último ano, o novo elemento do executivo oliveirense em permanência considerou “lógica” a não compreensão por parte da opinião pública que sabe das relações familiares entre as duas empresas.

No entanto, o vereador Paulo Rocha, que chega a falar de “uma indignação moral e ética” diz não encontrar qualquer mais valia na anulação do concurso, por entender que num segundo concurso a empresa em causa pode voltar a ficar posicionada no primeiro lugar.

Na opinião de Rocha não existiu qualquer favorecimento por parte do município na matéria em apreço.

Não deixa, porém, de considerar que o executivo de que agora faz parte não esteve bem ao permitir que a situação de incumprimento no pagamento de rendas por parte da Fertavending “decorresse por tempo excessivo”. “Isso aos olhos da opinião pública foi interpretado de outra forma e agora ajuda a este estado atual de contestação”, verifica o vereador, que já dá como certa a sua abstenção na hora da votação, como forma a não ter qualquer influência nesta matéria.

Do lado do movimento independente Oliveira do Hospital Sempre, José Carlos Mendes remeteu uma tomada de posição para a reunião destinada a apreciar o processo.

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