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Câmara da Guarda com saldo orçamental de 9,5 milhões de euros em 2024, “mas apenas 3,6 milhões estão disponíveis”

O presidente da autarquia considera que se a oposição insistir em recusar um empréstimo “lá mais para o final do ano, a Câmara da Guarda terá constrangimentos sérios em termos financeiros”.

A Câmara da Guarda registou, em 2024, um saldo orçamental na ordem dos 9,5 milhões de euros, valor que vai ser integrado nos fundos disponíveis do município no ano em curso. A decisão foi ontem divulgada na reunião quinzenal do executivo, mas os dados mereceram leituras diferentes por parte dos independentes do movimento ‘Pela Guarda’, que governam em maioria relativa, e da oposição, protagonizada por três vereadores do PSD e um do PS.

O presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, explicou que o saldo orçamental de 2024 “não é líquido”. “Destes 9,5 milhões de euros, o que está disponível são 3,6 milhões. O restante foi afectado a obras do Plano de Recuperação e Resiliência [PRR] como adiantamentos”, justificou.

O autarca referia-se aos projectos da nova área empresarial, à recuperação do órgão de tubos da Sé Catedral, à construção de 51 fogos no Bairro da Fraternidade e da residência de estudantes na Rua António Sérgio, bem como às intervenções nas freguesias afectadas pelos incêndios e as intempéries de 2022 e 2023.

“Vai faltar dinheiro para fazer tudo isto, por isso quisemos contrair empréstimos e a oposição chumbou”, lamentou, assinalando que PS e PSD deviam ficar “preocupados com a redução do saldo orçamental” face a 2023. “Ou a oposição autoriza empréstimos, ou, lá mais para o final do ano, a Câmara da Guarda terá constrangimentos sérios em termos financeiros”, alertou Sérgio Costa.

Esta foi a resposta à oposição, como a socialista Adelaide Campos que disse mesmo ter ficado “perplexa” com o valor a integrar na tesouraria da autarquia, que disse ser “dinheiro que não foi gasto e não foi necessário para se realizarem as actividades da Câmara”.

“A oposição foi acusada ao longo do último ano de ser responsável pela não realização de obras e projectos por parte da Câmara da Guarda por ter chumbado o orçamento e os pedidos de empréstimo”, recordou a vereadora.

Se “não foi preciso mais dinheiro e, se se tivessem contraído os empréstimos, estaríamos agora a pagar juros à conta do erário público que, obviamente, não eram necessários”, disse.

Para Adelaide Campos, falta saber porque sobrou este montante: “Foi por inépcia da Câmara, por falta de vontade ou, simplesmente, para imputar esta responsabilidade à oposição? Hoje ficamos a saber que agimos bem ao não realizar os empréstimos naquela altura”, considerou.

O mesmo sustentou o social-democrata Carlos Chaves Monteiro, para quem, com o saldo orçamental de 2024, a Câmara da Guarda “tem liquidez para fazer obras e projectos, ao contrário da retórica do presidente, que andou um ano inteiro a defender a necessidade de empréstimos”.

“Impõe-se à actual maioria usar este dinheiro e fazer investimentos porque tem margem para trabalhar, agir e investir. É pena que não o tenha feito nestes últimos três anos, pois muito dificilmente o fará nos sete meses que faltam para o final do mandato”, acrescentou o vereador do PSD.

 

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