Os concelhos da região da Serra da Estrela assinaram hoje um protocolo de financiamento da elaboração da candidatura “Salvaguarda do Fabrico do Queijo Serra da Estrela” à lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade, da UNESCO. A cerimónia decorreu no Solar do Queijo da Serra da Estrela, em Celorico da Beira, e o documento recebeu o aval de 17 dos 18 concelhos que fazem parte da Região Demarcada de Produção de Queijo Serra da Estrela (apenas Arganil optou por ficar de fora), bem como da EstrelaCoop e da Ancose.
A elaboração da candidatura terá coordenação técnica e científica de por Paulo Lima, responsável pelas candidaturas do Fado, do Cante Alentejano, do Fabrico de Chocalhos e da Morna (música tradicional de Cabo Verde).
Antes de chegar à Unesco, cuja candidatura, Joaquim Lé de Matos, presidente da EstrelaCoop, espera ter pronta em 2026, o Queijo Serra da Estrela “tem de estar registado na inventariação nacional do património cultural imaterial” em Portugal o que “deverá acontecer em 2025”.
As autarquias e as duas entidades ligadas à produção do Queijo Serra da Estrela defendem que este produto “tem na sua génese práticas e saberes fazer ancestrais, transmitidos de geração em geração, associados à arte do fabrico do queijo, à prática da transumância, ao aproveitamento da lã, à confecção do burel, dos trajes dos pastores, das pequenas queijarias de quinta, dos utensílios e abrigos dos pastores, factores de identidade cultural inimitáveis que reflectem e traduzem modos de ser, de viver e de se relacionar com a envolvente e com a história muito próprios das comunidades locais”.
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