“Não deixa de ser simbólico que no próximo Domingo, dia 16 de Outubro, data em que se contam precisamente cinco anos do fecho do estabelecimento em 2017, o Chão do Rio reabra de novo as suas portas. Sendo coincidência, este simbolismo tornou-se a catarse de superação do drama vivido pela segunda vez. E assim, do desalento à esperança, o Chão do rio Renasce mais Forte”., explica a administração.
“Este ano, o efeito foi menos drástico, é certo, mas o encerramento foi inevitável e o desalento que se seguiu também. A abordagem que o Chão do Rio tem adoptado, porém, é sempre a da aprendizagem… Que lições tirar… o que fazer num contexto adverso? A natureza está aí para nos inspirar: nunca pára, depois da destruição, o renascimento começa a acontecer. E foi isso que logo nos dias seguintes o Chão do Rio começou a fazer: trabalhar no renascimento”, explica uma nota do empreendimento.
A empresa lembra que a sua equipa e alguns inestimáveis amigos foram essenciais na defesa das icónicas casinhas que fazem parte do empreendimento. Mas muito foi destruído e foi necessário iniciar a recuperação e dotar o local de infra-estruturas para suportar o Inverno, como cortar a madeira ardida e deixar a estilha no solo para o proteger. Além disso, foram feitas barreiras de contenção da água, contra a erosão das encostas. Semeou-se trevo branco nas encostas, para ajudar a fixar o solo. Reconstruir as estruturas ardidas, mudando algumas para lugares mais seguros e deixar tubos enterrados no solo para melhoria do sistema de combate a incêndio.
“No que respeita à recuperação dos quatro hectares da sua área florestal, agora rebaptizada de “Floresta da Esperança” (área de reserva de biodiversidade para a compensação da pegada de carbono da unidade), percebeu-se a necessidade de mudar a abordagem: em vez de semear, plantar (para recuperar o tempo perdido); em vez de permitir a regeneração espontânea de arbustos úteis para a biodiversidade, mas que apresentam elevada combustibilidade (como as giestas), plantar arbustos menos combustíveis, como os medronheiros, e proceder a limpezas mais agressivas que impeçam a regeneração espontânea dos matos de pirófitos”, explicam.
“Esta mudança de estratégia, tão necessária num contexto de alterações climáticas, resultou na ampliação da equipa, com a contratação de um quadro dedicado em exclusivo à manutenção dos espaços exteriores, que numa primeira fase será responsável pelas plantações e rega e, mais adiante, pelas podas e limpezas mecânicas. Os hóspedes do Chão do Rio que o desejarem, poderão participar financeiramente neste processo de regeneração, em breve esta possibilidade será disponibilizada em www.chaodorio.pt, através da aquisição de ‘Certificados de apadrinhamento da Floresta da Esperança’”, frisa a empresa.
Para reforçar a resiliência futura deste espaço florestal, os responsáveis pelo empreendimento têm ainda prevista a criação de uma charca de rega e a colocação de canhões de água de combate à incêndio. “Tudo investimentos que, com as aprendizagens recebidas, se tornaram prioritários e que serão executados logo que a tesouraria o possibilite, ou na eventualidade de surgirem apoios estatais para o efeito (tal como seria desejável).
“Mas o que esperar da experiência Chão do Rio após a reabertura? Em rigor, não haverá muitas diferenças, tudo que era apreciado mantém-se, a equipa de sempre continuará a receber os nossos hóspedes com renovado alento. O cabaz de pequeno-almoço mantém as delícias locais tão apreciadas. Os espaços continuam tão ‘instagramáveis’ como antes, já que o verde regressou ao prado, a piscina ainda tem nenúfares, as casinhas com as suas redes continuam a ‘sorrir’ e os carvalhos grandes também lá estão, embora os tons outonais se comecem a instalar”, continuam.
Referindo que para os que gostam do contacto com animais, os responsáveis por este turismo de
rural prometem aos clientes que vão encontrar o ‘Chão dos bichos’ em novo lugar, junto à horta. “Por lá, as galinhas, no galinheiro móvel e duas simpáticas ovelhas a ‘Serra’ e a ‘Mel’, aguardam os mimos dos nossos hóspedes. Em breve, um simpático burro, o ‘Luar’, que será recebido da AEPGA – Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, vai juntar-se à bicharada. É claro que os nossos hóspedes que desejarem subir para a parte alta da propriedade encontrarão o trilho ‘Sendeiro da Moira’ com uma paisagem diferente da anterior, no entanto, terão a oportunidade de assistir directamente ao trabalho de regeneração que pretendemos continuar a realizar, agora com mais conhecimento e renovado ânimo. Este espaço continuará a ser o pretexto para o nosso ‘dia aberto Chão do Rio, um dia pela Floresta’, o qual será reagendado para o mês de aniversário do Chão do Rio, o mês de Março”, asseguram.
Fotos: Pedro Ribeiro
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