A Câmara Municipal da Guarda aprovou um subsídio de 7500 euros para ajudar os bombeiros de Fornos de Algodres na compra de uma viatura que substitua aquela que ardeu durante o combate a um fogo naquele concelho, na localidade de Arrifana. O presidente da autarquia explicou que esta verba destina-se a ajudar a substituir o veículo sinistrado e sublinhou que as freguesias afectadas pelo incêndio também estão a reunir, dentro das suas possibilidades, algum dinheiro para doarem à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fornos de Algodres (AHBVFA).
“Esta corporação sofreu um dano enquanto combatia um incêndio aqui no concelho, com uma das suas viaturas a arder no incêndio. Esta verba visa ajudar à sua substituição”, referiu Sérgio Costa.
Esta decisão surge depois do presidente da AHBVF), Fernando Rodrigues, ter reconhecido publicamente que a instituição não tem dinheiro, “nem hipótese de comprar um carro novo” que substitua a que ardeu (a 2 de Julho) durante o combate a um fogo no concelho da Guarda.
“É mais uma dor de cabeça para uma associação do interior [do país], porque nós não temos dinheiro, nem hipótese de comprar um carro novo, nem em segunda mão, para já. Portanto, se não houver solidariedade de quem tutela, nós vamos ficar sem menos um carro”, referiu, indicando que uma viatura nova custa na ordem dos 150 mil euros.
A viatura não era nova, mas a corporação tinha-a actualizado recentemente e era muito utilizada na actividade operacional e considerada pelo comando como sendo “fundamental para o combate a incêndios”. “É um carro que nos faz bastante falta. A nossa associação está equilibrada, está com saúde financeira, mas não para comprar um carro destes”, referiu na altura o dirigente, admitindo que tal só será possível “se houver ajudas”.
A direcção da AHBVFA colocou a possibilidade de vir a promover uma campanha de angariação de fundos junto da população do concelho de Fornos de Algodres, no distrito da Guarda, para recolher verbas que ajudem na compra de um veículo que substitua o acidentado. Fernando Rodrigues está a aguardar pelo resultado do inquérito ao acidente que está a ser feito pela Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil. “Só no final do inquérito é que vamos pensar melhor naquilo que vamos fazer”, vincou.
Na opinião de Fernando Rodrigues, “devia ser a tutela a resolver um caso destes [a repor o veículo acidentado]”, porque a corporação estava em missão, a combater um fogo florestal. O incêndio que deflagrou, a 2 de Julho, às 12h21, numa zona de mato na freguesia de Arrifana, no concelho da Guarda, entrou em fase de rescaldo apenas às 2h32 do dia seguinte.
Correio da Beira Serra Jornal de Referência de Oliveira do Hospital e da região. Correio da Beira Serra – notícias da Região Centro – Oliveira do Hospital, Arganil, Tábua, Seia, etc
