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CM de Tábua descarta responsabilidades no apagão durante jogo internacional e acusa jornais de sensacionalismo

O apagão que teve lugar, na quarta-feira, durante o jogo de preparação que opôs a selecção nacional feminina de futebol sub-19 à sua congénere do País de Gales no decorrer da inauguração do novo sistema de iluminação no Estádio Municipal de Tábua mereceu destaque na reunião do executivo Câmara Municipal de Tábua que acusou alguns órgãos de comunicação social o caso de forma “sensacionalista”. A autarquia afirma que tudo não passou de “um problema técnico de alimentação de energia no Estádio, a que o Município de Tábua é alheio e que foi prontamente ultrapassado”. O PSD, por seu lado, lamentou que o “executivo socialista não assuma as suas responsabilidades”.

O CBS, recorde-se, acompanhou o processo desta partida, tendo sido um dos primeiros órgãos a noticiar que o jogo se disputava em Tábua. Deu também conta, em primeira mão, do inusitado apagão, bem como do reatamento da partida, após uma interrupção de 40 minutos.  O vereador do Desporto, David Pinto, da CM de Tábua, considera estas notícias sensacionalistas e colocou mesmo em causa a forma como foi captada por um drone a imagem que ilustrou a notícia, a qual mostrava um estádio com alguns lugares vazios ainda antes de acontecer o corte de luz.

O autarca disse ainda que a foto foi “tirada de uma forma irregular, sem autorização”. O CBS confrontou o seu colaborador autor da imagem com esta acusação, o qual garante que a obtenção da foto foi “totalmente legal”, sublinhando que o aparelho que utilizou está devidamente registado, nunca sobrevoou o estádio e que respeita as normas em vigor, usando licença de pilotagem e seguro. “No concelho de Tábua não existem quaisquer restrições de voo, como nas zonas de parques naturais, zonas marítimas ou zonas de aeroportos, aeródromos e estruturas militares”, conta.

O vereador do PSD, Vítor Melo, por seu lado, criticou esta postura do executivo PS. “Temos de ser sérios e responsáveis”, disse, considerando inaceitável que a edilidade não tivesse assumido as suas responsabilidades num evento que ela própria promoveu e num estádio sob a sua jurisdição.

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