A cerimónia, no auditório da Escola Superior de Educação de Coimbra, entidade da qual Antunes foi presidente, teve casa cheia para ouvir o novo responsável do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC).
Em tempos de crise, o responsável salientou como “dado assente” a necessidade de encontrar receitas para além do Orçamento de Estado e das propinas. Redefinir responsabilidades, sobretudo no financiamento, qualidade da formação e modernização da gestão é um dos passos, até porque “o recurso a receitas provenientes das propinas já atingiu um nível que dificilmente, na actual conjuntura socioeconómica, poderá ser ampliado”.
O presidente exige a “aplicação muito criteriosa dos recursos disponíveis” e quer estudar “a viabilidade de uma Fundação ou Associação que proporcione condições para a exploração comercial dos serviços e bens” que o IPC possa fornecer à sociedade.
Das pretensões de Rui Antunes consta também a definição de “procedimentos de controlo e regulação que permitam aos órgãos de gestão do IPC e das Escolas o acompanhamento permanente e actualizado da execução orçamental e da concretização do plano de actividades”.
Promover o empreendedorismo dos estudantes e a sua integração na actividade económica é outra das vontades do novo presidente do IPC, que defende ainda a formação e qualificação de docentes e não docentes, e a internacionalização do instituto, que deve concretizar-se na captação de novos estudantes.
Determinado a arrumar e melhorar a casa, Antunes reconhece ainda as «necessidades urgentes de espaços edificados e obras de ampliação» das escolas, mas para as quais, adverte, «a instituição não dispõe de dotação orçamental». Por isso, as intervenções só serão viáveis com o recurso a financiamento através linhas e programas de apoio.
Com Diário de Coimbra
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