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Coreografias. Autor: Fernando Roldão

A coreografia é um conjunto de movimentos que acompanham uma peça musical, podendo compor uma dança, para abrilhantar a música, dando mais vida à mesma.

Um ballet clássico é o expoente máximo em coreografia, seguindo regras muito bem elaboradas e que proporcionam um maravilhoso espectáculo para a vista, enriquecendo a partitura musical.

Há coreografias muito elaboradas, como já o referi, outras mais ligeiras, muitas vezes sem esquemas pré elaborados, que ganharam força com os novos ritmos e que foram utilizadas em academias de dança, ginásios ou grupos espontâneos de dançarinos.

A política é pródiga na utilização de coreografias, que apesar de serem monocórdicas e irritantemente agressivas para os olhos, têm surtido efeito, pois têm colocado os espectadores a dançarem, mesmo sem estes terem a mínima aptidão para estas artes.

Dentro de três meses vão ser apresentadas novas coreografias, apesar de os coreógrafos serem os mesmos, sobejamente conhecidos, sobretudo no que toca ao seu desempenho.

Esperamos que surjam novas coreografias, que possam dar brilho e alegria ao público, que já está farto das velhas e gastas promessas de novos passos de dança.

Coreógrafos chegam-se à frente, tentando provar que são os melhores, mesmo sabendo que estão a trocar os passos e que a dança vai sair desfasada do esquema anunciado, pois já deram provas de que não percebem nada do assunto, estando unicamente a utilizar o palco para promoverem a sua mediocridade e o seu narcisismo.

As eleições são o mote para todas as coreografias, dando oportunidade aos artistas de apresentarem os seus esquemas “artísticos”, de passos trocados, errados e feios.

Existem uma boa meia dúzia de “academias de dança”, carregadas de esquemas, valendo quase tudo, na ânsia de preencherem as listas para novos membros, criando ilusões para o espectáculo.

Existem os coreógrafos de topo e os aprendizes, que não passando de isso mesmo, tentam passar a imagem de que percebem da arte, dando ares de grandes senhores, quando na verdade não passam de adereços de fraca qualidade.

Oliveira do Hospital, também tem coreógrafos ou melhor, aprendizes, mas com um ego tão grande, tipo balão cheio de ar, onde só falta mesmo alguém com um alfinete para que iniciem os seus ziguezagues pelo palco, destruindo todo o cenário que montaram, como aliás, tem acontecido com quase todas as suas coreografias, muitas delas improvisadas.

Passos de dança impossíveis de executar, pois não têm capacidade artística para tal, tocando o absurdo em muitos bailados, provocando estragos incalculáveis no seu próprio espectáculo.

Falando em espectáculos, convém frisar que a casa onde o bailado e outras manifestações artistas se podem (e devem) ensaiar, não existe, começando ela própria por ser um falso passo de dança, originando atropelos e quedas no esquema do bailado, que à primeira vista pode parecer que existe, mas olhando aos desastrosos erros, logo se pode constatar que tais planos não existiam.

O cartaz para o grande espectáculo nem tampouco chegou a ser desenhado, pois as datas previstas para a sua inauguração são constantemente adiadas, mas sempre por culpa de terceiros.

Outro bailado, com contornos surrealistas, caracterizados por pensamentos espontâneos, gerada pelos impulsos do subconsciente, desprezando a lógica e renegando os padrões estabelecidos de ordem moral e social, é o bailado IC6.

Este projecto poderia ter sido um sucesso, caso os coreógrafos, bailarinos e músicos, não fossem de tão má qualidade, que o relegou para um estrondoso fracasso.

Recordo que o grande bailado clássico O Lago dos Cisnes, obra fundadamente a nível mundial, antes de o ser, foi um enorme fracasso, pois no dia da sua estreia, a 20 de Fevereiro de 1877, a má interpretação da orquestra, dos bailarinos e a coreografia, quase iam matando esta obra de arte.

A coreografia fez parte do insucesso desta obra de Tchaikovsky, o mesmo acontecendo ao famoso bailado, IC6, que tantas desafinações e péssimas performances tem tido, desde o tempo em que um coreografo afirmou que se demitiria, caso a obra não se concretizasse.

A obra não foi feita e o coreografo não se demitiu e, pasme-se, quando o projecto foi apresentado à agencia nacional de espectáculos, ele votou contra, vá-se lá saber porquê.

Sem me alongar mais, até porque existem em Oliveira do Hospital mais bailados que fracassaram e irão continuar a fracassar, enquanto os actuais coreógrafos se mantiverem na gestão do nosso património artístico.

Venho alertar os amantes dos bons espectáculos, para a péssima coreografia que já começou a ser ensaiada pela direcção instalada, pois existem 300 milhões de euros para requalificar estradas em Portugal, mas nem um cêntimo para o IC6 e o IP3.

IC, são duas letras que podem querer dizer, incompetência.

 

 

 

Autor: Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico

 

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