Home - Opinião - “Da discussão nasce a luz [Alexandrino vs Mário Alves]” … Autor: António Lopes
António Lopes

“Da discussão nasce a luz [Alexandrino vs Mário Alves]” … Autor: António Lopes

Ouvi o “Vice-Versa” e o aceso debate. Nada de novo. Não foram estes, mas outros casos sombrios. Denunciei tudo. Por sete vezes, a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) deu-me razão e ordenou a entrega dos documentos solicitados. Muito poucos me foram entregues pelo executivo do agora “ilustre” deputado José Carlos Alexandrino. Parte deles, referiam-se a discussões entre os agora ex-presidentes, nas reuniões de Câmara em que a altercação nada diferiu das acusações que agora ouvimos na rádio e que então tentei que ficassem clarificadas. Afinal, razões parece que havia…. Sendo que apenas me debati pelo que ambos deixaram em acta.

Lembro-me de um certo licenciamento, ou da falta dele, de uma obra que se iniciou entre a eleição e a tomada de posse do executivo de José Carlos Alexandrino. Da empresa citada, em que cheguei a ouvir falar em multas de 450 mil euros, para acabar por ficar em 3 mil.…! Menos que a licença de construção. Mais tarde, vim a saber que o terreno em questão, até entrou no PDM e tudo acabou na “paz do Senhor”, com a obra feita e licenciada.

Não sou de acusar sem provas. Mas que há muita coisa estranha há. Denunciei um certo concurso em que um dos intervenientes assinava por duas empresas concorrentes…! O preço diferia em 50 euros… Quem não se lembra do célebre gerador que de sete mil passou a 35 mil euros. Quem não se lembra das lonas e barracas da Expoh, das contas da mesma, das quais cada vereador tinha as suas etc…etc…. Estranhamente, quer a Judiciária, quer o tribunal, acharam tudo, normal e legal…! Se calhar, nessa questão dos atrasos e retroactividades da Casa da Cultura ainda falta alguém na discussão… Essa retroactividade de inocente tem pouco… As obras têm prazos, legislação própria, garantias bancárias etc…etc.…etc… A Câmara tem pessoas com competência bastante para dizer como se faz. Se não tem, porque paga a tanto advogado? Porquê e para quê? Como em tempo útil, e quando me elegeram, ninguém se preocupou, em demasia, com a titânica luta que travei contra este estado de coisas, por certo não será agora… Mas não quero ser acusado de não fazer o que devo.

Quanto aos senhores dois antigos Presidentes da Câmara, como estou incompatibilizado com ambos, estou à vontade para dizer o que digo. Santos, nestas coisas, não há.. A impertinência de Mário Alves, se preferirem o quero posso e mando, não era superior à de Alexandrino. Este último nem queria que o fiscalizassem… A Assembleia Municipal, no seu entender, deve ser para bater palmas…. Espero que, agora, faça o que defendia. Divergem, porque Mário Alves tem postura de Estado. Alexandrino é pelo “populismo barato”. “Cortes de Estrada, Guerrilha, Sangue Projecto Revolucionário de Saúde”. Nada… Para nos “agradar”, ele e o partido dele não fazem o IC6, pese serem governo 21, nos últimos 28 anos. Estão “muito preocupados que o PSD venha a ser governo e não faça a obra” …! Esta, merece caixilho…! E pronto. O Senhor deputado “defendeu-nos” a todos. Foi fazer no plenário da AR, o número que devia fazer no gabinete do Primeiro-ministro.

Era para não ser candidato, se não houvesse IC6, mas foi, que a vida está difícil para todos e quer muito “defender o seu Povo”…Nós cá continuamos a olhar para ” A ESTRADA DO TEMPO DA MONARQUIA” na esperança que venha o IC6… Naturalmente, o PS vai promete-lo, outra vez, nas próximas eleições. Quem sabe, tornam a ser eleitos..! A prioridade, que também eu prometi, em 2009, para o IC6, para a ESTGOH, para os esgotos, para a Cidade Velha, afinal era só a de “assaltar o castelo”… ou, o ex-convento…! O da Ordem do Hospital e, agora, o de São Bento. Parafraseando um ilustre político Oliveirense: “DEUS MANDA-NOS SER JUSTOS, MAS NÃO NOS MANDA SER INGÉNUOS”. E como já lá vão 14 anos, cada um que medite… Quanto à Casa da Cultura, já Catarina da Rússia, temia o Povo esclarecido…

 

 

Autor: António Lopes

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