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Dos fracos … Autor: Fernando Roldão

Sempre ouvi dizer que dos fracos não reza a história, sendo que esta frase ainda está dentro do prazo de validade, bem actual e a confirmar a regra.

Portugal vive uma das maiores crises da sua história no que diz respeito aos fortes que deveriam doutrinar, ajudar os mais fracos para que estes invertessem a sua postura e se tornassem um pouco menos fracos.

Olhando para a história de Portugal, vamos encontrar alguns nomes, que deixando de jogar no grupo dos mais fracos, nos impulsionaram para atitudes mais aguerridas e verdadeiramente patrióticas, muitos deles perdendo a sua vida nesta luta entre os activos e os passivos.

Afinal defenderam a sua casa, a terra que os viu nascer e os costumes com os quais casaram.

Eu digo muitas vezes, que quem não defende o que é seu, não merece o que tem e nada é mais óbvio, do que esta frase carregada de sentido e substrato.

Os fracos foram os grandes culpados de termos perdido muito do que construímos, transformámos e lutámos, tentando assegurar o futuro das nossas famílias.

O amargo de boca que eles sentiram, deve ter sido arrasador para as suas consciências, para a sua dignidade, como cidadãos e seres humanos.

Faz-me muita confusão, as pessoas deixarem de lutar para defender a sua liberdade, preferindo melhorar a sua cela, vivendo numa prisão mais cómoda.

Uma das grandes razões porque os portugueses são tão serenos, tem a ver com a falta de brio, a falta de patriotismo e ausência de coragem para defender o que é seu.

O nosso quotidiano dá-nos muitos exemplos dessa apatia e desinteresse, olhando para cima e assobiando para o lado, porque eles acham que as coisas só acontecem aos outros.

Sempre houve fracos, cobardes, traidores e heróis, pois todos eles construíram ou destruíram, à sua maneira, as suas casas, os seus países e até as suas próprias vidas.

Há outras variantes no meio destas nomenclaturas, que são os ingénuos, os acéfalos e os indigentes, que engrossam a coluna dos ignorantes, que não vivem, apenas vegetam.

O grande homem, rei e fundador do país Portugal, onde quer que se encontre, deve estar às voltas, envergonhado com a maioria da sua descendência, não falando daqueles que perderam as suas famílias, terras e as suas vidas para deixar aos vindouros, uma pátria, um lema, uma divisa e uma linhagem.

Vamos fazer um exercício mental, onde colocamos os nomes dos entes queridos, que da lei da vida se libertaram, honrando e tentando preservar o seu legado.

O filho deve ter orgulho dos seus pais, que com mais ou menos sacrifício, o alimentou, tratou e apoiou para que tivesse uma vida melhor e mais digna.

Temos que nos juntar aos melhores filhos de outros pais para que o país, que estes lhe entregaram, continue de pé, perpetuando e honrando o seu passado.

Infelizmente sabemos que há sempre as maças podres, que com o seu bolor, vão tentando contaminar as sãs que gravitam à sua volta.

Compete a cada um de nós, limpar a fruteira onde prolifera o bolor, o podre e as larvas.

Infelizmente, é mais fácil uma fruta podre, contaminar as sãs, do que ao contrário.

Portugal tem sido o exemplo desta terrível verdade, onde maças podres, têm contaminado as boas e até as biológicas.

Há um provérbio que diz que num “país de cegos, quem tem um olho é rei”.

Esta metáfora fica completa com a imagem do pirata, salteador, cruel e materialista, com um único olho, tendo no outro uma pala.

Não sabemos ao certo, se a pala é acessório ou se na realidade esconde algo.

Os dados que temos, são bem claros, um fulano com um único olho e se calhar com uma perna de pau, ordena aos completos, anatomicamente falando, que executem as maiores sacanices para seu proveito próprio.

A nossa história está carregada de piratas, com uma pala numa vista, uma perna de pau e um gancho, como mão, que têm conseguido impor-se aos restantes. Será devido ao gancho?

Pessoas limitadas, física ou mentalmente, têm ditado ordens aos normais, as suas regras, as suas paranóias, movidos pelas suas raivas, rancores e ódios contra os completos.

Ao analisarmos o que os piratas, de pala no olho, perna de pau e um gancho na mão, têm feito à humanidade, devíamos acordar os nossos instintos de defesa contra os piratas, anatomicamente completos, bem vestidos e de gravata.

A passividade dos seguidores desta classe, ainda não percebeu, que um dia receberão um abraço do pirata, cara de mau, olho de vidro e perna de pau, que em vez de vos dar uma palmadinha nas costas, vos espeta o gancho nas costas, para que fiquem pendurados como num qualquer armazém de carnes.

 

 

Autor: Fernando Roldão

Texto escrito pelo antigo acordo ortográfico

 

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