A grande novidade destas Eleições para o Parlamento Europeu foi o “voto em mobilidade”, factor que, por si só, inviabiliza várias avaliações comparativas e extrapolações mais sérias a partir dos resultados de 9 de Junho.
A 9 de Junho repetiu-se a “rotina” entre PS e PSD também aqui do “ora agora desgasto-me eu…ora agora desgastas-te tu” da alternância entre PS e PSD com o primeiro destes a ficar à frente em votos – com mais cerca de 40 mil votos – e em mandatos com 8 eurodeputados e com PSD e CDS/PP a terem 7.
Outra novidade é a entrada de eurodeputados do Chega e da IL com 2 cada, sendo que o Chega não atingiu os objectivos que o seu Presidente se propusera atingir um dos quais era mesmo ganhar estas Eleições, assim no seu estilo tipo um Júlio César de arremedo no:- “veni – vedi – vini” (cheguei – vi – venci)… Pelo seu lado, Rui Tavares, “líder” do Livre, “condenou” a não ser eleito – pela manifesta falta de apoio desde logo durante a campanha eleitoral – o cabeça de lista deste partido (F. Paupério), pese embora todo o imenso carinho que lhe devotou a grande comunicação social… Adivinha-se lutas “de galarozes” dentro do Livre…
CDU perde 1 eurodeputado sem deixar de ganhar 1…
Na parte que mais nos interessa, o resultado da CDU – que passa de 2 eurodeputados para 1 só – não é um bom resultado não senhor mas também não deixa de ser reconfortante. Pode até dizer-se que é assim tipo “ou copo meio vazio…ou copo meio cheio” conforme o ponto de vista. “Meio vazio” – porque se perde um eurodeputado; “meio cheio” – porque, apesar de tudo, se segurou 1. E neste “apesar de tudo” está a insidiosa campanha “contra” a CDU e seus Candidatos(as) planificada e executada sobretudo na grande comunicação social. Com a desvalorização “à priori” da candidatura CDU a “injectarem” nos Eleitores prognósticos pseudo-objectivos e manipuladores em que a CDU não ia eleger um só eurodeputado… A papaguearem narrativas em que deturpam, sem escrúpulos democráticos ou outros, as verdadeiras opiniões e propostas de PCP e CDU… Em que fugiam, como o “Diabo da Cruz”, a discutir os assuntos de facto estratégicos em jogo e de entre outros:- a defesa da produção nacional…a valorização de salários, pensões e reformas…a defesa dos Serviços Públicos como o SNS, Serviço Nacional de Saúde…a defesa da PAZ e da Cooperação entre Povos e Países. Ou seja, foi a “velha” fuga, com pretensões a “modernaça”, à discussão esclarecedora de aspectos essenciais à vida e à felicidade de milhões de Portuguesas e Portugueses. De aspectos relacionados com a defesa da Soberania e da Independência nacionais. Neste contexto muito adverso resistir já é vencer!
Agora, João Oliveira vai fazer um grande mandato no Parlamento Europeu na defesa intransigente dos interesses e direitos das Portuguesas, dos Portugueses e de Portugal ! Podem contar com isso mesmo, e com a coragem de sempre !
Candidatura da CDU foi bastante presente em Oliveira do Hospital ao contrário das outras.
De facto, a CDU fez deslocar ao nosso Município uma sua candidata, Luísa Silva, que, por mais do que uma vez, esteve em contacto directo com a População por exemplo na Feira mensal de Maio. Esteve com Trabalhadoras(es) de empresas de Confecções (entre outras), em contacto com Utentes sem Médico de Família no Centro de Saúde. Para assim ouvir e olhar as Pessoas olhos nos olhos e para dialogar com elas. Sim, é uma forma característica e democrática que, lamentavelmente, os outros Partidos utilizam muito, muito pouco nestas eleições. Pudera, têm as Televisões a fazer-lhes a propaganda mesmo quando não parece estarem a fazê-lo…
A propósito, no nosso Concelho, a CDU teve mais um voto que em 2019. Não, não estamos de ânimo abatido !
A luta continua ! Com a coragem de sempre ! A semear um Futuro melhor !
Montenegro ensaia número de diversão na noite das Eleições.
Sim, na noite das Eleições, Montenegro resolveu ensaiar um número para desviar as atenções do mau resultado eleitoral do seu Partido, o PSD e, em consequência, dele próprio mais do que do Bugalho. Então, atirou cá para fora e sem corar, a rábula do apoio incondicional a António Costa caso este venha a ser candidato a Presidente do Conselho Europeu desta União Europeia. Também assim pretendeu Montenegro dar a ideia de ser um “democrata” dos sete costados… Bugalho também perorou sobre o assunto e até invocou uma tal “reciprocidade” tendo em conta que António Costa também tinha votado a favor na eleição de Durão Barroso (PSD) para presidente da Comissão Europeia. Uns “artistas”…
Mas aquilo que mais ressalta é a manifesta convergência de interesses estratégicos entre PSD e PS em que nestas situações e independentemente da “gritaria” que produzem para “Português ver”, aos principais dirigentes de PS e PSD só lhes falta andarem aos “beijinhos (políticos) na boca” uns dos outros… Uns “artistas” da simulação… Até quando ?!
Autor: João Dinis, Jano
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