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Associações empresariais da região de Coimbra pedem prioridade absoluta para obra estrutural que permita romper o isolamento do interior e garantir ligação efectiva à A13. “Esta ligação, tantas vezes anunciada e adiada, continua por concretizar”, criticam.
A Associação Empresarial Serra da Lousã (AESL), a Associação Empresarial de Poiares (AEDP), o Núcleo Empresarial de Penela (NEP) e o Clube de Empresários de Miranda do Corvo (CEMC) defenderam, numa reunião que decorreu recentemente na Lousã, “a urgência de investimentos em infra-estruturas rodoviárias que respondam às necessidades reais das populações e empresas do interior”.
No encontro, foi apontada como necessidade imediata a concretização da ligação entre a EN17, na zona da Ponte Velha (Lousã), e o IP3, na zona de Miro (Penacova). A informação foi avançada pela AESL, em comunicado enviado esta segunda-feira à agência Lusa.
As quatro entidades sublinham que esta ligação é “fundamental para a mobilidade de pessoas e bens, para o desenvolvimento económico dos territórios e para a integração desta zona do país nos grandes eixos de circulação”, referindo-se concretamente aos concelhos da Lousã, Vila Nova de Poiares, Penela e Miranda do Corvo, todos pertencentes ao distrito de Coimbra.
A obra em causa, segundo os representantes das associações empresariais, “tem sido anunciada e sucessivamente adiada”, situação que consideram inaceitável. No mesmo comunicado, acusam a “inércia das entidades públicas” de estar a comprometer a fixação de empresas, a criação de emprego e a própria coesão territorial.
Por esse motivo, apelam aos quatro municípios envolvidos, à Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e ao Governo da República para que assumam esta ligação como uma “prioridade absoluta”, exigindo a definição de um plano de execução e prazos concretos para o arranque da obra.
Durante a reunião, foi também reiterada a “necessidade urgente de melhorar os acessos ao concelho de Góis”, apontando que a “ausência de alternativas viárias eficazes mantém o concelho numa situação de isolamento”, o que dificulta tanto a mobilidade das populações como a atracção de investimento e o desenvolvimento económico e social da região.
No mesmo comunicado, os representantes das estruturas empresariais insistem que a futura ligação entre o IP3 e a EN17 deve ser integrada numa estratégia mais ampla, culminando numa conexão efectiva com a Autoestrada 13 (A13), de forma a criar um verdadeiro eixo estruturante que una Vilar Formoso (no distrito da Guarda) ao centro e sul do país.
A solução preconizada passa preferencialmente por uma passagem na zona de Lamas, ou por outra saída próxima, garantindo assim “um corredor logístico eficiente entre o interior e os grandes centros urbanos e económicos, como Leiria, Lisboa e a faixa litoral centro-sul”, o que, no entender dos empresários, “potenciará ainda mais a competitividade da região”.
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