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Euforia controlada. Autor: Nuno Tavares Pereira

Entrámos no ano novo e algo mudou após o Covid.

Os nossos concelhos deixaram de apostar na passagem de Ano. Gastam milhares de euros em iluminação, milhares de euros em concertos no Verão, muitos deles com valores “pornográficos” e na passagem deste Ano o que aconteceu? Todos falamos que se deve gastar pouco e fazer festas, mas porque gastam tanto em tanta coisa e este ano não houve passagens de ano organizadas pelos municípios da região? Salvaguardo a de São Romão, mas essa sempre existiu por uma vontade muito regionalista e de uma tradição fortemente enraizada na comunidade.

Mas voltando às passagens de Ano. O que isso tem a ver com contenção de custos? Vimos passagens de ano na Guarda, Coimbra, Figueira da Foz, Mira e noutras paragens.

Muitas dessas festas ou arraiais foram pagos pelos orçamentos do Turismo do Estado. Mas aqui na Beira Serra nada se viu da maioria das autarquias.

Mas eu respondo quando vamos ter passagens de ano por aqui. Falta só passarem estes 366 dias de 2024. A explicação é simples: temos eleições. E estas festas só são organizadas no ano antes e após as eleições.

Uns dizem que faz parte das campanhas e outros dizem que é para contratar os artistas após a campanha.

O facto real é que quem perde é a economia local e as pessoas, que depois vão para outras paragens por não haver eventos onde se possam divertir.

O dinheiro, porém, continua a ser gasto em festas e festarolas, sem qualquer controlo ou significado.

A lei da festa é sempre a promoção eleitoral e o resto fica para segundo plano.

Esta é a época do ano de repensar e porque não ser definido por ano um orçamento para as festas de anuais e os valores a gastar?

Fica no ar que tudo seja bem gerido para todos e não só com o mapa eleitoral autárquico.

A época Natalícia, da passagem de Ano até aos Reis é por demais importante para esta região e para combater a sazonalidade.

Queremos as fogueiras, os foguetes, os mercados de Natal, a música, o cantar das Janeiras, entre outras tradições.

Não queremos o Pai Natal com a bandeira política.

Infelizmente vamos ter o ano com a maior carga fiscal de impostos directos e indirectos de sempre.

Bom ano de 2024 com muita prosperidade e saúde.

 

 

 

Autor: Nuno Tavares Pereira

 

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