Sem condições para a adequada prestação de cuidados de saúde, a extensão de saúde de Avô continua a clamar por substituição.
A necessidade é sentida pela população local e partilhada pelo presidente da Junta de Freguesia de Avô que ao correiodabeiraserra.com disse tratar-se de um sonho de “há 10 anos”.
“A extensão de saúde é uma vergonha”, lamenta Aristides Gonçalves, dando conta do “martírio” por que passam as pessoas idosas para poderem subir as escadas de acesso.
Para além disso, também o interior do espaço, que é de madeira, se encontra “muito deteriorado” e impede a privacidade de cada consulta.
Com o terreno preparado, ligações de água, luz e saneamento já efetuadas e, projeto aprovado, Aristides Gonçalves aguarda apenas pelo lançamento do concurso público e arranque dos trabalhos.
Apesar de ainda não poder avançar com uma data precisa para o início da obra, Aristides Gonçalves acredita que a construção possa arrancar ainda este ano.
Justificando o atraso dos trabalhos com “os problemas financeiros” que afetam todo o país, o autarca acredita que com a aprovação da candidatura ao QREN, o projeto estimado em perto de 200 mil euros possa desencravar.
O otimismo de Gonçalves baseia-se ainda no facto de a atual Câmara Municipal e o governo partilharem a mesma cor política. Apesar de considerar a verba inscrita em PIDDAC – cinco mil euros – “muito insignificante” para o arranque dos trabalhos, Aristides Gonçalves regozija-se por a autarquia local ter reservado 150 mil Euros do seu orçamento para a realização daquela obra.
Dotada de condições ideais para a prestação de cuidados de saúde, a futura extensão de saúde de Avô vai ser construída em terreno contíguo ao novo lar de acamados da freguesia.
O impasse ao nível do arranque da obra também preocupa o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, em reunião pública do executivo, disse já ter realizado um conjunto de reuniões com a ARS do Centro no sentido de acelerar o processo.
Dando conta do empenho do presidente da Junta de Freguesia de Avô que “tem lutado muito por esta obra”, José Carlos Alexandrino adiantou já ter recebido a indicação por parte do presidente da ARS Centro, para avançar com os trabalhos, porque já estará garantido o apoio proveniente do Quadro de Referência Estratégico Nacional.
Para além de se revelar insatisfeito com o atraso que está a penalizar a população de Avô, Alexandrino criticou também o incumprimento, por parte do Secretário de Estado da Saúde, da promessa de visitar o Centro de Saúde de Oliveira do Hospital e a Fundação Aurélio Amaro Diniz. “Há aqui, na área da saúde, problemas por resolver em defesa do concelho e dos munícipes”, referiu.
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