Home - Opinião - Fábrica Godzila a todo o vapor! Autor: João Dinis, Jano.

Fábrica Godzila a todo o vapor! Autor: João Dinis, Jano.

A analogia entre este mega complexo industrial e o “monstro” Godzila das estórias e do cinema animado é isso mesmo ou seja, são ambos monstruosos. O grande problema e a tremenda diferença prática é que um é monstro de ficção e outro é monstro real…

O monstro real cresce como um tumor multiplicado pelas metástases e comprime-se dentro de uma Povoação, às portas da Cidade.  E sem “tratamento”, sem controlo visível, continua a aumentar de forma insustentável.

Ultimamente, deixaram lá ser instalada, dentro, uma construção com volumetria também ela própria monstruosa, “godzilesca”!  Como é possível algo ou “alguém” terem autorizado mais esta brutalidade expressa em altura, comprimento e largura, logo em volume ?!

Entre outras coisas, considero que é um atentado paisagístico, um abscesso implantado na zona e na região.  E para proveito e a mando de quem?  Dos Munícipes Oliveirenses não certamente que a fábrica “Godzila” pagará licenciamentos mas nem sequer paga “derrama” municipal…  Mas, bem nutridos a privilégios públicos, os donos do  monstro pretendem passar por ser uma autêntica  “instituição de caridade”… Para “anjinhos” de arremedo só lhes falta mesmo as asinhas…

Mas este tipo de abuso já acontece porque é permitido e estimulado pelas entidades que, precisamente, têm a incumbência pública de impedir tamanha violência sobre espaços urbanos, sobre as Pessoas e sobre o ambiente e a paisagem, mas que são coniventes para não lhes aplicar outro adjectivo.  É a tal subserviência cúmplice perante aqueles e aquelas que continuam “a mandar nisto tudo”… Até quando, até quando?…

 

 

Autor: João Dinis, Jano

LEIA TAMBÉM

“Afinal havia outra”… Havia outra zona para as fotovoltaicas da “Fábrica Godzila”… Autor: João Dinis  

Lembremos que, o ano passado, veio a público a intenção do grupo SONAE/ARAUCO em instalar …

Girabolhos não salva o Mondego: é hora de pensar no território, não na energia. Autor: Nuno Pereira

Não existem registos que nos possam acalmar relativamente às cheias do Baixo Mondego. Mas existem …