“É uma questão de honra e de compromisso”. Foi desta forma que José Carlos Alexandrino deu como certa a colocação de relvado sintético no campo de futebol da Lagos da Beira, destinado às equipas de formação do FCOH e de um outro no campo de Lagares da Beira, destinado não apenas à formação mas à prática da modalidade no âmbito da participação da equipa no campeonato distrital 1ª divisão série A, da Associação de Futebol de Coimbra.
O compromisso que já tinha sido feito aquando da inauguração da sede do FCOH foi renovado na quinta-feira, 8 de dezembro, por ocasião do jantar de Natal da família do FCOH que decorreu no salão dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital e que contou com a participação de perto de 400 pessoas, entre atletas, treinadores, familiares, autarcas e outros dirigentes desportivos.
“O FCOH e o Lagares da Beira vão ter, para o próximo ano, relvados sintéticos”, assegurou Alexandrino no final de uma intervenção onde apreciou a iniciativa promovida pela direção do FCOH de unir a família desportiva e valorizou a participação dos jovens nas equipas de formação, quer de futebol, quer de Hóquei em Patins.
“Mais importante do que as vitórias no terreno de jogo, é que estes jovens quando praticam desporto aprendem um conjunto de regras que lhe vai servir no futuro”, referiu, notando porém que os jovens devem sempre colocar os estudos e a formação académica “em primeiro lugar”.
Ainda que “não venham a ser grandes atletas”, o presidente do município mostrou-se confiante na vida futura dos atletas, na certeza de que “serão jovens muito competitivos na vida profissional”.
Perante uma composta moldura de atletas, Alexandrino revelou-se ainda “tranquilo” por acreditar que “eles serão o futuro de Oliveira do Hospital e Oliveira do Hospital terá futuro porque eles saberão honrar a sua vida”.
O autarca deixou ainda palavras de apreço a todos os que se movem de “borla” pela causa do FCOH. “Quem anda é por amor a uma causa e vocês são muito importantes”, frisou, atestando ainda que apesar de dispor de “menos condições financeiras”, também a Câmara Municipal “terá sempre a formação na sua mente”.
Numa iniciativa que, para além da família do FCOH, sentou à mesma mesa os dirigentes de outros grupos desportivos, o presidente da direção do clube revelou-se “muito orgulhoso”, ao ponto de até constatar que “possivelmente não haverá no distrito muitas coletividades com a dimensão do FCOH”.
Pese embora a moldura humana que tinha à sua frente, Paulo Figueira apelou a uma maior aproximação dos pais e das famílias ao FCOH, na esperança de, daqui por um ano, poder contar “com uma sala ainda mais composta”.
Evidente ficou também a aposta do dirigente numa cada vez maior união entre as duas secções do FCOH, o futebol e o Hóquei em Patins.
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