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Fernando Tavares Pereira reúne em almoço anual mais de três centenas de colaboradores do Grupo Tavfer e critica duramente Estado e políticos

O empresário celebrou o 69.º aniversário num encontro em Celorico da Beira, onde acusou o Estado e responsáveis políticos de tentativas de perseguição e destruição da sua actividade empresarial.

O empresário Fernando Tavares Pereira reuniu hoje mais de três centenas de colaboradores do Grupo Tavfer na unidade hoteleira Quinta dos Cedros, em Celorico da Beira, no âmbito do 33.º encontro de funcionários da empresa. A reunião teve como objectivos a formação de inspectores dos centros de inspecção automóvel e a comemoração do 69.º aniversário do líder do grupo empresarial.

Durante a sua intervenção, Fernando Tavares Pereira manifestou forte descontentamento para com o Estado e com vários responsáveis políticos, afirmando que o Grupo Tavfer tem sido “um a abater ao longo dos anos”. De acordo com o empresário, os problemas surgiram já no tempo do Governo socialista de José Sócrates, com a aplicação “injusta” de uma pesada coima por parte, e continuaram durante o Governo também socialista de António Costa, através de actuações do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), que tentou encerrar 14 centros de inspecção automóvel da Tavfer, tendo conseguido o encerramento temporário de três unidades localizadas em Seia, Ponte de Lima e Figueira da Foz.

Fernando Tavares Pereira relatou que, na altura, os centros foram alvo de operações em que intervieram agentes da GNR armados, resultando mesmo na detenção de alguns funcionários. Apesar de os centros terem reaberto pouco tempo depois, ainda há processos judiciais a decorrer. “Perdemos milhões de euros e criaram-nos uma imagem que afastou milhares de clientes por todo o país”, afirmou o empresário, acrescentando: “Tem sido um massacre tremendo”. “Queriam-nos deitar abaixo e não tenho dúvidas de que com a contribuição de políticos da nossa terra a apoiá-los”, frisou. Sobre as questões fiscais, Fernando Tavares Pereira revelou que no Governo de José Sócrates o fisco exigiu o pagamento de 17 milhões de euros, valor que conseguiu garantir através de uma garantia de 26 milhões de euros. “Se não tivesse essa capacidade tínhamos caído. Agora temos ganho todos os processos em tribunal e há ainda vários a decorrer”, assegurou, afirmando quem Portugal “quem tem cores diferentes vive momentos complicados”.

O empresário assegurou ainda que houve figuras políticas que lhe haviam manifestado amizade e que nos momentos difíceis se afastaram “Muitos políticos já esqueceram do Fernando que os ajudou a chegar aos lugares que pretendiam. Eram muito amigos, mas na hora da verdade quase todos fugiram porque pensaram que eu ia cair”, afirmou. Talvez por isso, um dos poucos políticos convidados para este encontro foi o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Vítor Manuel Pereira, que elogiou o percurso do empresário. “Tenho uma profunda admiração por este homem. É uma força da natureza que subiu na vida a pulso, tendo hoje cerca de 40 empresas, distribuídas por várias partes do país e a nível internacional. Os colaboradores das suas empresas reconhecem o seu afecto e carinho com que trata as pessoas”, afirmou o autarca.

Fernando Tavares Pereira sublinhou a importância do encontro anual do Grupo Tavfer. “É um encontro que realizamos há vários anos e que demonstra que somos uma família junta para o bem-estar de todos”, disse, salientando que em Setembro será agendado um dia para comemorar os 50 anos de trabalho por conta própria.

 

 

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