O concelho de Celorico da Beira mantém viva a tradição da pastorícia com três eventos anuais dedicados à fileira. A época começa com a Feira do Queijo, em Fevereiro, na sede do concelho, termina com o Festival do Borrego, na Carrapichana, e inclui ainda, em Abril, o Festival do Requeijão, no Fornotelheiro, que este ano atinge a 10.ª edição e decorrerá no dia 19.
O presidente da Junta de Freguesia do Fornotelheiro, Bruno Almeida, recorda que a iniciativa foi lançada em 2015 com o objectivo de valorizar o requeijão e os produtores locais. “Era um produto que não estava devidamente valorizado e achávamos que iria ter sucesso. É considerado um subproduto, mas é um produto de excelência. Entendíamos também que faltava realizar um grande certame de promoção do requeijão e valorizar os produtores”, explica, sublinhando que a freguesia passou a ostentar o título de Capital do Requeijão.
Bruno Almeida destaca que o festival tem vindo a crescer ao longo da última década. “Apesar de os produtores não terem aumentado, tem havido uma valorização do produto e uma adesão cada vez maior ao festival”, afirma. Actualmente, esclarece, existem apenas quatro produtores que efectivamente vendem requeijão na freguesia.
Quanto à valorização económica, Bruno Almeida afirma que o preço se tem mantido estável. “O preço varia entre 1,20 e 1,50 euros, mesmo junto dos produtores.”
O objectivo do festival, acrescenta, é dar visibilidade ao produto e promover o requeijão como elemento central da identidade local. “Já temos no concelho a Feira do Queijo, o Festival da Castanha e o Festival do Borrego. Faltava um evento dedicado ao requeijão. Achávamos que era uma boa aposta, até porque esta freguesia teve sempre uma forte tradição de pastorícia”, conclui.
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