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Fotógrafos amadores, os novos promotores da Serra da Estrela

A neve que este ano caiu com abundância na Serra da Estrela foi um presente para uma comunidade de fotógrafos amadores que dedica o seu tempo livre a capturar e compartilhar as melhores imagens destes territórios. Eles espalham pelo mundo as paisagens das montanhas, dos vales e aldeias, desempenhando um papel crucial na promoção turística da região. Através de blogs de viagem, perfis nas redes sociais e exposições fotográficas, eles conseguem convencer turistas a visitar estes territórios.

Para muitos desses fotógrafos, como Paulo Figueiredo, residente em Seia e entusiasta da natureza, a Serra da Estrela é muito mais do que apenas um destino turístico. É um refúgio de serenidade e inspiração. Através de suas fotos recolhidas nos seus tempos livres, Paulo Figueiredo partilha a beleza das montanhas. “Este é o resultado do enorme gosto que tenho pela fotografia e o prazer de divulgar a beleza da Serra da Estrela. É um território que nos proporciona paisagens de rara beleza com desníveis montanhosos impressionantes onde podemos viver intensamente o silêncio das alturas”, conta este militar da GNR que não tem dúvidas que o trabalho desenvolvido pelos fotógrafos amadores se tem revelado fulcral para atrair mais gente à Serra da Estrela.

“A fotografia tem um papel fundamental, na divulgação, do património da Serra da Estrela, através das redes socias, dando a conhecer um vasto território, tradições e culturas. Valoriza o Parque Natural da Serra da Estrela e atrai turistas”, conta. “A imagem digital, veio facilitar a comunicação com o mundo, desempenhando um papel crucial ao transmitir mensagens e sentimentos a quem as visualiza”, enfatiza Paulo Figueiredo, explicando que o gosto pela fotografia surgiu ainda em idade jovem. “A integração, em 2012, num grupo de amigos, conhecido por ‘Senna Fotografia’, foi um ponto fundamental. Houve partilha de conhecimentos que possibilitaram adquirir novas técnicas, resultando num trabalho de evolução continua colocado ao serviço da divulgação destes territórios nas redes sociais”, remata.

O empresário Nuno Tavares Pereira é outro dos entusiastas da fotografia e da promoção do território da Serra da Estrela. “Hoje em dia a promoção de qualquer território passa obrigatoriamente pelas redes socias. Através das entidades oficias ou dos próprios turistas, visitantes e dos seus comerciantes. Tudo é importante para promover um território. Com a inteligência artificial, uma simples foto ou comentário pode gerar procura, visitas, interesse”, conta, salientando que faz fotografia desde a década de 90, em que as fotografias tinham um fim bem diferente das actuais. “Na altura, as fotos eram tiradas com máquina de rolo. Estas fotos eram memórias para o nosso núcleo familiar, não havia divulgação. Hoje, com as máquinas digitais e um telemóvel, podemos colocar uma foto em segundos do outro lado do mundo, dando uma visibilidade enorme a um determinado espaço”.

Nuno Tavares Pereira considera que o trabalho dos fotógrafos amadores tem sido fundamental para divulgar a zona Norte da Serra da Estrela, bem menos conhecida que a vertente Sul. “A zona Sul percebeu há muitos mais anos a importância de divulgar e de criar atracções para desenvolver o turismo. Mas as coisas estão a mudar com a quantidade de bons fotógrafos e influencers que, maioritariamente de forma gratuita e como hobbie, estão a dar a conhecer o mapa e a beleza da Serra da Estrela e dos Montes Hermínios”, conclui.

 

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