Com a introdução de três novas classificativas e um aumento do número de quilómetros cronometrados, a GNR e o ACP apelam à colaboração dos espectadores para garantir a segurança na 58.ª edição do Rali de Portugal. A operação, uma das maiores do ano, envolverá 2800 militares e coincide com as eleições legislativas.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) e o Automóvel Club de Portugal (ACP), entidade organizadora da prova, apelaram hoje à colaboração dos espectadores para a manutenção da segurança durante a 58.ª edição do Rali de Portugal, que decorre entre 15 e 18 de Maio, nas regiões Norte e Centro do país.
A introdução de três novas classificativas, nomeadamente dois troços que ligam os concelhos de Águeda, Sever do Vouga e Albergaria-a-Velha, traduz-se num acréscimo de quilómetros cronometrados, passando dos 337,04 registados em 2024 para 344,5 em 2025. Esta alteração representa uma das principais diferenças na operação de segurança da GNR, ainda que se prevejam poucas mudanças estruturais no dispositivo.
“Queremos passar esta imagem preventiva. Não tenhamos a maior dúvida de que o espectador é o elemento fundamental. Apelamos a que sigam as regras do Código da Estrada na viagem de ida e regresso para o espectáculo e que utilizem as zonas apenas destinadas ao público. Também que respeitem as indicações da GNR e segurança”, afirmou o tenente-coronel Carlos Canatário, porta-voz da GNR, durante uma conferência de imprensa realizada no Comando Territorial do Porto.
Entre as preocupações expressas pela GNR está o risco de incêndios florestais nas zonas rurais por onde passa a prova. A corporação alerta para o perigo associado à utilização indevida de fogo, sobretudo por parte de espectadores que optam por acampar, num contexto de possíveis condições atmosféricas favoráveis à propagação.
De acordo com a mesma fonte, a operação de segurança montada para o Rali de Portugal será “uma das maiores” levadas a cabo pela GNR este ano, com cerca de 2.800 militares destacados, número que poderá variar em função das incidências registadas ao longo da prova.
O director da competição, Horácio Rodrigues, sublinhou o envolvimento de “cerca de mil pessoas” na organização, entre os quais se contam “600 seguranças, 320 bombeiros, 64 elementos do INEM, 57 ambulâncias, 50 viaturas de bombeiros, dois helicópteros e 140 viaturas da organização”.
A edição deste ano coincide com a realização das eleições legislativas, marcadas para 18 de Maio, data em que se disputam os derradeiros troços cronometrados — Paredes, Felgueiras e Fafe. A organização garante ter acautelado a situação, com contactos prévios às populações afectadas e medidas destinadas a garantir o exercício do direito de voto.
“A coincidência está prevista e acautelada. As populações afectadas foram contactadas através das autarquias e fez-se um estudo do impacto. Deverão recorrer ao voto em mobilidade, no domingo, ou deslocarem-se às urnas após acabar o rali, às 16:00. Estão apenas directamente afectadas algumas habitações em Felgueiras e uma pequena aldeia em Fafe. Também para dentro da GNR tomámos as diligências de incentivo ao voto em mobilidade”, esclareceu o coronel Adriano Rocha, adjunto do comando operacional da GNR.
A 58.ª edição do Rali de Portugal é a quinta das 14 etapas do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). O arranque oficial está previsto para Coimbra, na próxima quinta-feira, dia 9, com a competição a iniciar-se na Figueira da Foz através de uma super especial urbana. A prova termina no domingo, 18 de Maio, com a realização dos troços de Paredes, Felgueiras e Fafe.
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