Mais de 60 concelhos dos distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Porto, Coimbra, Leiria, Santarém, Castelo Branco e Portalegre estão esta sexta-feira em perigo máximo de incêndio. Calor deverá manter-se até ao final da próxima semana.
A Guarda Nacional Republicana (GNR) está, desde quarta-feira, a reforçar o patrulhamento de visibilidade em todo o território continental com o objectivo de prevenir incêndios rurais. A operação prolonga-se “enquanto o perigo de incêndios o justificar”, informou a força de segurança em comunicado.
O reforço da vigilância decorre da previsão de calor extremo nos próximos dias. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as temperaturas poderão rondar os 40 graus celsius em alguns pontos do país, mantendo-se o risco de incêndio em níveis elevados, muito elevados ou máximos pelo menos até ao final da próxima semana.
A GNR detalha que o patrulhamento será feito através das suas várias valências, incluindo os serviços de Protecção da Natureza e do Ambiente, Territorial e Investigação Criminal, com especial atenção às zonas onde o risco previsto é mais elevado. A finalidade é a prevenção de comportamentos de risco e da ignição de incêndios rurais.
Segundo os dados mais recentes do IPMA, esta sexta-feira, dia 25 de Julho de 2025, mais de 60 concelhos dos distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Porto, Coimbra, Leiria, Santarém, Castelo Branco e Portalegre estão em perigo máximo de incêndio. Há ainda concelhos do Norte, Centro e Algarve em perigo muito elevado, enquanto quase todas as restantes regiões do continente se encontram em perigo elevado.
A GNR apelou à população para que adopte comportamentos seguros, particularmente nos espaços florestais e agrícolas. Entre as recomendações constam o não uso do fogo para queimas ou queimadas, a proibição de fogueiras, o lançamento de foguetes e balões de mecha acesa, a fumigação ou desinfestação de apiários e a circulação de tractores ou máquinas sem extintor.
Na sexta-feira anterior, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) já tinha alertado para a proibição de queimadas extensivas e da utilização de motorroçadoras, face ao agravamento das condições meteorológicas.
Entre 1 de Janeiro e 21 de Julho, a GNR realizou mais de 28.699 patrulhas no âmbito da vigilância e detecção de incêndios rurais. No mesmo período, foram detidas 29 pessoas pelo crime de incêndio florestal e identificados 458 suspeitos.
Foram ainda registados 3678 incêndios rurais, que provocaram uma área ardida provisória de 11.539 hectares. Quanto às causas, 35% dos incêndios investigados devem-se ao uso negligente do fogo, 22,5% a causas indeterminadas e 21,5% a acções de incendiarismo. As restantes causas dividem-se entre acidentes (13,3%), reacendimentos (5,9%), causas naturais (1,3%) e causas estruturais, como a caça ou o uso do solo (0,5%).
A GNR recorda que, através do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), mantém como prioridade a defesa do património natural e da vida animal. A Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520) continua disponível para denúncias ou esclarecimentos.
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