O incêndio na Serra da Estrela já libertou o equivalente a 25 bombas de Hiroshima em termos de energia. “O fogo libertou 766 terajoules de energia, sendo que o máximo registado de 242 terajoules, no dia 10 de Agosto. A bomba de Hiroshima representou cerca de 30 terajoules e, portanto, isto representa cerca de 25 bombas de Hiroshima do ponto de vista de energia libertada”, afirmou em conferência de imprensa o segundo comandante da Protecção Civil, Miguel Cruz.
“É um valor muito elevado se considerarmos o quantitativo global, sobretudo pela quantidade de combustível disponível para arder, conjugado com as condições meteorológicas, nomeadamente a ocorrência de forte instabilidade que se verifica na atmosfera e que originou aquelas grandes nuvens que fomos vendo ao longo dos dias”, esclareceu.
O comandante adiantou que a área ardida resultante deste incêndio “cifra-se, neste momento, em 14.757 hectares”, citando o sistema Copernicus. Este número está abaixo dos mais de 17 mil hectares noticiados na sexta-feira, algo que Miguel Cruz explicou com uma “contabilidade com base noutra escala de representação”.
O fogo, que lavrou durante sete dias, danificou quatro dependências agrícolas, dois veículos, duas segundas habitações e “algum quantitativo de edifícios devolutos”.
Ao longo dos dias, houve seis pessoas que tiveram de ser assistidas, entre elas um elemento da GNR, quatro bombeiros e um civil. Registaram-se também 16 feridos leves entre os combatentes, entre os quais 13 bombeiros, e três bombeiros feridos com gravidade. O comandante Miguel Cruz acrescentou que 126 pessoas tiveram de ser deslocadas da Vila de Linhares.
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