A Infra-estruturas de Portugal apresentou à Câmara de Manteigas o relatório preliminar do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que identifica as acções a desenvolver nas encostas da Serra da Estrela afectadas pelos incêndios do ano passado. O relatório preconiza uma solução de carácter temporário, que permite a reposição da circulação rodoviária a veículos ligeiros entre Piornos e Manteigas, em cerca de cinco quilómetros de extensão, que se encontra encerrada por não estarem garantidas as condições de segurança aos utilizadores. A IP acredita que os trabalhos podem estar concluídos até Setembro.
As acções a implementar nas encostas da Serra da Estrela sobranceiras à Estrada Regional n.º 338 afectadas pelos incêndios do passado Verão, prevê a “mitigação dos transtornos à mobilidade das populações e tecido empresarial na região”.
A IP irá implementar esta solução técnica com recurso a “sistemas de protecção pesados, que permitirão a reabertura à circulação automóvel nesta via, de forma alternada numa extensão de cerca de dois quilómetros, através da utilização da via ascendente com regulação semafórica”. A empresa estima que os trabalhos possam estar concluídos durante o terceiro trimestre do ano.
As equipas da IP e da Câmara de Manteigas irão colaborar no sentido de garantir as condições de circulação e os condicionamentos serão ajustados sempre que se verifiquem alterações que coloquem em causa a segurança dos automobilistas, informa ainda a IP.
Segundo a IP, em articulação com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, o Município de Manteigas, no distrito da Guarda, a GNR e a Associação dos Baldios, as entidades estão a trabalhar “na concretização das medidas preconizadas pelo LNEC, como condição para a reposição das normais condições de circulação entre Piornos e Manteigas”.
O grande incêndio na serra da Estrela deflagrou no dia 06 de Agosto em Garrocho, no concelho da Covilhã (distrito de Castelo Branco) e rapidamente alastrou a outros concelhos da zona da serra da Estrela.
De acordo com os dados governamentais, este fogo consumiu 28 mil hectares do Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE), sendo que o Governo aprovou a declaração de situação de calamidade para este território, a qual vigora durante um ano.
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