Uma aluna do sétimo ano da Escola Secundária de Tábua, com treze anos de idade, deu entrada nas Urgências do Hospital Pediátrico de Coimbra na passada sexta feira, dia 3, depois de ter sido violentamente agredida a pontapé por um colega de turma.
O incidente ocorreu por volta das dez horas da manhã. A mãe, Cristina Matos, contou a “o Tabuense” que o incidente ocorreu durante uma aula sobre o Dia da Mãe na sequência de uma piada de mau gosto lançada por um colega a outro que tinha perdido a progenitora há três anos atras: “O miúdo, que tinha ficado órfão, começou a chorar e a turma tentou confortá-lo. Na sequência da balbúrdia que se instalou, esse colega da minha filha subiu para uma mesa e desferiu-lhe um pontapé no queixo. Ela não reagiu, pois foi educada dessa forma. Fomos inicialmente para Arganil mas, dado o estado em que ela se encontrava, sem poder fechar a boca, seguimos de ambulância para o Hospital Pediátrico de Coimbra”.
O relatório médico a que tivemos acesso cita que a menor sofreu “um traumatismo por agressão, pontapé por colega na zona do mento”, referindo que a mesma tinha “muita dificuldade em abrir a boca e dor na região do arco da mandibula direita”, apresentando uma “pequena escoriação do mento e um ligeiro edema da mandibula direita, com dor à palpação”.
“Como mãe, não pactuo com qualquer tipo de violência na escola, entre colegas, principalmente quando este incidente ocorreu em plena sala de aulas. É muito grave e levou-me a que tivesse apresentado uma queixa na GNR de Tábua, à qual foi anexado o relatório do Hospital Pediátrico. Estes casos não podem ser abafados, pois podem multiplicar-se, tem de haver mais segurança nas escolas. Estas servem para educar e dar segurança às crianças, tem de haver normas e respeito e é muito grave quando isso não acontece”, sublinha Cristina Matos.
Cristina diz ter diligenciado contatar o professor responsável pelo 3º ciclo do AE, mas recebeu, como resposta, “que o Prof. Nuno não me receberia nem me iria dar qualquer resposta. Compreendo que ele queira assumir uma posição neutra, mas poderia ter-me dado uma explicação mais clara”.
A mãe da menina revela ainda que o jovem agressor mandou uma mensagem com um pedido de desculpas, ainda estavam no hospital em Coimbra, “mas este tipo de situações é muito grave, e, por isso, eu chamo a atenção com este meu testemunho”, acrescentando que a filha ainda tem atualmente dores e que a recuperação está a ser lenta, mostrando-se triste com a situação que vivenciou.
O Prof. Sidónio, responsável pelo AE, disse a “o Tabuense” que esta situação obriga à instauração de um processo disciplinar, o qual “decorrerá sempre de acordo com o
José Leite
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