Vice-presidente João Carlos Figueiredo inaugurou mostra dedicada ao Linho de Castelões e anunciou intenção de inscrever esta tradição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. Exposição integra o ciclo “Exposições Vivas” e está patente até 31 de Maio no Museu Terras de Besteiros.
O Linho de Castelões é o último dos ofícios tradicionais em destaque no ciclo “Exposições Vivas”, promovido pelo Museu Terras de Besteiros e pelo Posto de Turismo de Tondela. A nova mostra foi inaugurada na tarde de sexta-feira, 9 de Maio, pelo vice-presidente da câmara e vereador da Cultura, João Carlos Figueiredo, na presença de dezenas de pessoas e várias artesãs da Associação das Mulheres Agricultoras de Castelões (AmaCastelões).
O autarca sublinhou o papel central da associação na preservação desta tradição secular e agradeceu o “empenho, persistência e dedicação” das artesãs, que terão os seus trabalhos expostos até ao final do mês no Museu Terras de Besteiros. Desde 2022, a AmaCastelões passou de quatro para vinte artesãs, número que João Carlos Figueiredo considerou revelador do potencial da actividade. “Vocês preservam uma tradição que vai da terra ao pano, mostrando que esta é uma actividade com enorme valor cultural, artístico e comunitário”, afirmou o vereador da Cultura.
Durante a inauguração, o autarca avançou que o executivo está a estudar a inscrição do Linho de Castelões no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, seguindo o exemplo do Barro Negro de Molelos e da Festa das Cruzes do Guardão, já reconhecidos, e das Construções de Pedra Seca do Caramulo, cuja candidatura se encontra em fase final. “O linho tem sido uma aposta do ponto de vista da sua valorização e agora sim, acho que já podemos dar o salto no sentido de fazermos a sua inserção no património imaterial deste país”, declarou.
A exposição pode ser visitada até 31 de Maio e inclui várias peças em linho produzidas por artesãs da AmaCastelões e por familiares destas, como roupas, lençóis, panos, sacos, mochilas, carteiras, porta-chaves, bolsas e até sapatilhas. Está ainda exposto um tear tradicional, representando o ciclo completo do linho.
Além da vertente expositiva, haverá demonstrações ao vivo no Museu Terras de Besteiros, permitindo aos visitantes observar técnicas como o trabalhar do tear, o fiar e o acabamento das peças. Estas acções decorrem no dia 16 de Maio (10h00–12h00 e 14h30–16h30), no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, e repetem-se a 20 (14h30–16h30), 22 (10h00–12h00) e 27 de Maio (14h30–16h30).
A entrada na mostra é gratuita e não carece de inscrição, excepto para grupos e turmas escolares. Nestes casos, o contacto deverá ser feito através do e-mail [email protected] ou do número 232 811 125.
Entre Março e Maio, o ciclo “Exposições Vivas” deu palco a vários ofícios artesanais ainda vivos no concelho de Tondela, nomeadamente o Barro Negro de Molelos, a Cestaria, Flores e Talha de Nandufe, e agora o Linho de Castelões.
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