“Como sempre o trabalho da prevenção que deve ser feito no Inverno e não foi feito. A ‘AGIF’”, criada após 2017, vem culpar tudo e todos, descredibilizando quem trabalha diariamente durante todo o ano no terreno”. A acusação é do Movimento Associativo de Apoio às Vítimas do Incêndio de Midões (MAAVIM), um grupo que procura defender os lesados dos Incêndios de Outubro de 2017 que considera que a AGIF não contribuiu em nada “para melhorar o ordenamento do território, a prevenção e o combate aos incêndios”. “A ‘descoesão territorial’ é uma realidade “que o próprio Ministério confirma com promessas e medidas que nunca aparecem”, imputando a Ana Abrunhosa o facto de mentir aos portugueses.
Sublinhando que a ministra da Coesão Territorial já mentiu às vítimas das catástrofes de 2017, quando lhes disse que iam ter as suas habitações no Natal de 2018 e que hoje continuam sem ver a luz do dia, o porta-voz do MAAVIM considera que Ana Abrunhosa está a repetir o discurso e a atitude em relação às vítimas de recente incêndio de Odemira. “A injustiça para com as populações é lamentável no discurso recorrente. Em 2017, deram pouco mais de uma semana para preencher formulários, este ano falamos de até dia 12 de Setembro e depois vão ver. Provavelmente, as medidas de apoio para os lesados dos incêndios de Odemira, Portalegre, Ourém, Proença, ou outros locais que sofreram este ano baseiam-se na medida 6.2.2. (projecto de restituição produtiva), que é somente para as empresas deixando os proprietários rurais de fora. Infelizmente continuam as promessas e alertamos todos os que sofrem estes flagelos pelo país fora para que não calem, porque maioria não vai ter apoios”, refere.
“É tudo uma questão de meses. Basta verificar o que veio de apoios para os lesados dos Incêndios da Serra da Estrela do ano passado. Até ao momento não veio praticamente nenhuma ajuda, mas vieram muitas promessas. Muitos milhões, que depois acabam a ser distribuídos por programas operacionais para o resto do país. Lamentavelmente, o território mais despovoado contínua sem apoios para quem o ocupa. Vivemos um clima de perseguição de quem habita as áreas de baixa densidade, como que se fossemos criminosos por insistentemente nos mantermos num território que não tem as mesmas oportunidades e ferramentas que o resto do país”, sublinha.
O MAAVIM refere que é importante repensar todo o território, com os seus mosaicos, a sua manutenção no Inverno, a sua agricultura e pastorícia. “As medidas estão identificadas há muitos anos. Não precisamos da “AGIF”, nem do Ministério da Coesão Territorial se eles nada trazem aos territórios e sobretudo à prevenção e organização do território. São pura e simplesmente instituições que gastam milhões do Orçamento de Estado, que poderiam ser empregues em quem está no terreno durante todo o ano, para fazer a prevenção, organizar e combater o flagelo dos Incêndios. O que está a acontecer no Havai, não está tão longe de poder acontecer em Portugal (Continente, Madeira, Açores), com a descoordenação que reina no terreno”. A missiva concluiu com um apelo para que entreguem “esses milhões ao território e aos seus agentes, os bombeiros”.
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