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MAAVIM diz que milhões prometidos após os incêndios de 2017 desapareceram

Associação MAAVIM acusa Estado e autarquias de abandono das populações e questiona destino dos milhões anunciados para a recuperação

O movimento associativo de apoio às vítimas do incêndio de Midões (MAAVIM), que representa os lesados dos fogos de Outubro de 2017, acusa o Estado e as autarquias de continuarem sem dar respostas às populações afectadas. Passados 95 meses desde a tragédia, o porta-voz do movimento, Nuno Tavares Pereira, denuncia a inexistência de medidas estruturais e a falta de fiscalização sobre os fundos públicos.

“Continuamos com os mesmos problemas de há 95 meses atrás, com a agravante de se terem gasto milhões por muitos dos mesmos actores que em 2017 se esqueceram de nós”, afirma a associação. Segundo o movimento, esses milhões atribuídos através de programas do Estado e de fundos comunitários “desapareceram”, sem que o território tenha sido limpo ou as medidas anunciadas tenham saído do papel.

O MAAVIM critica ainda o papel das autarquias, que descreve como “autoridades no terreno” incapazes de garantir acessibilidades, limpezas, bocas de incêndio e medidas de prevenção. “Ainda existem donativos nos municípios por entregar, desde 2017. Tem de haver responsáveis pelo trabalho que não é feito”, acrescenta o comunicado.

A associação lembra que a defesa contra os fogos “faz-se a partir do Outono, com medidas e efectivos no terreno”, e que os incêndios deste Verão voltaram a expor a vulnerabilidade das populações. “Não fossem os bombeiros e os meios aéreos e era tudo igual a 2017”, considera.

Entre as principais preocupações estão as centenas de famílias que continuam sem habitação, obras em atraso de casas sob responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, agricultores e produtores florestais que “nunca tiveram nenhum apoio” e empresas que encerraram sem qualquer ajuda.

A associação termina a nota reiterando a solidariedade com todos os que voltaram a sofrer este ano com os incêndios e reforça: “Não somos portugueses de 2.ª, somos todos iguais e todos devemos ter o mesmo tratamento”.

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