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MAAVIM questiona paradeiro dos 200 milhões que os políticos dizem ter vindo para a região na sequência dos incêndios de Outubro de 2017

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) volta a questionar hoje, em comunicado, onde estão os mais de 200 milhões de euros que [responsáveis políticos] dizem terem vindo para a região, numa altura em que se passaram 61 meses e quando estamos a caminho do sexto Natal, após os incêndios de Outubro de 2017. “Embora muito se fale acerca do assunto dos incêndios e que o problema tem de ser resolvido, continuamos com os mesmos problemas e sem fim à vista”, explica a nota, segundo a qual, depois de no mês passado “terem divulgado alguns números dos apoios, continua muito por se saber e fazer”.

“A CCDR-C diz que aprovou cerca de 100 milhões de euros para a indústria, mas anunciou como pagos cerca de 89 milhões. Diz que pagou cerca de 60 milhões de euros para apoio à primeira habitação, mas só anunciou pagos cerca de 20 milhões de euros. O Ministério da Agricultura anunciou pagar cerca de 84 milhões para a agricultura, mas só existem pagamentos de pouco mais de 70 milhões de euros”, escrevem, frisando ainda que na floresta a Comissão Europeia “diz que alocou 169 Milhões de euros para os Incêndios de 2017, dos quais ninguém consegue discriminar onde estão”.

O Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE), continua a missiva, atribuiu 50,6 Milhões para recuperar as infra-estruturas danificadas em Portugal pelos Incêndios. “Mas não sabemos onde foram aplicados os 16,9 milhões que sobraram, porque só foram disponibilizados 33,7 milhões aos municípios afectados. A juntar a estes milhões todos, temos outros programas que foram anunciados e dos quais nunca foi feito um relatório final das ajudas, pois isso é muito importante para os portugueses e a União Europeia saberem o que foi gasto e onde”.

O MAAVIM questiona também as contas solidárias criadas pelos municípios para ajudar as suas populações e, garante o porta-voz do MAAVIM, nunca divulgaram o destino final dessas ajudas e se foram para o que estava estipulado: a ajuda às populações afetadas.  “Mas mais importante que tudo é ajudar os que nunca receberam e foram injustiçados pela tragédia.  Hoje ainda existem Milhares de Agricultores que nunca tiveram qualquer ajuda, centenas de famílias que ficaram sem a sua primeira habitação e dezenas de empresas que nunca mais reabriram por falta de apoio. Existem ainda hoje em Outubro de 2022 milhares de pessoas que nunca receberam nenhum dos apoios anunciados”, refere, concluindo com uma frase: “Quem tinha, não tem e quem não tinha, tem”.

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