Lá pela terra todos diziam que ele desviava e andava a encher-se na instituição. Ele era festas, concertos, comidas e muitas despesas. Um dia vieram ver e, mais uma vez, eram todos uns mentirosos. Tudo em prol das pessoas e ai de alguém que falasse no assunto. Nem podiam cantar em brasileiro, porque poderia saber-se para onde fugiu tanto escudo…
O Mentiroso continua bem firme a continuar a traçar o seu caminho usando o dos outros e cobrando aos outros.
No final nem vai haver festa, nem arraial, nem porco no espeto. No final vamos todos empurrar na carroça porque vai acabar o “petrol”. O Mentiroso virou herói até um dia todos perderem a vergonha.
A história continua. Ele é pontes, é adjudicações com empresas que desaparecem e obras que param. São avais para quem vem corrido de outros locais, tudo em prol do povo. Mas as instituições aguentarão este trabalho árduo do Mentiroso? O que fazer a todos os que foram ajudados pelo Mentiroso com trocas em bens? Não cabem todos num apartamento pago por um prestigiado mineiro que cavou com uma picareta um grande buraco. Mas o buraco tem fundo e quando encher de água as mentiras também virão ao de cima. Assim, o mentiroso corre de festa em festa para parecer um desses políticos modernos. Promete tudo e nada faz. São os outros.
Autor: Nuno Tavares Pereira
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