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Ministro Carlos Abreu Amorim defende que país desigual entre litoral e interior “tem de ter os dias contados”

Titular dos Assuntos Parlamentares elogia trabalho do ministro da Coesão e da Economia, Castro Almeida, na preparação de um plano estruturado para combater as assimetrias territoriais

O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, assegurou em Oliveira do Hospital que o Governo tem como prioridade a correcção das desigualdades entre litoral e interior, sublinhando que o ministro da Coesão Territorial e da Economia, Castro Almeida, está a preparar um projecto estruturado para enfrentar esse problema.

Durante a apresentação dos candidatos do PSD aos órgãos autárquicos daquele concelho, Carlos Abreu Amorim disse que a falta de coesão territorial “é um dos maiores problemas estruturais do país” e classificou-a como “um falhanço da democracia”. “À medida que avançamos do litoral para o chamado interior, a sensação com que ficamos é que não percorremos dez quilómetros, mas centenas, porque os índices baixam todos, as oportunidades decrescem, os cuidados de saúde decrescem e a qualidade de vida decresce também”, afirmou.

O governante, que se apresentou como “apaixonado por estatísticas”, destacou que os dados sobre rendimento per capita, investimento público e privado e qualidade de vida revelam a desigualdade territorial. “Portugal parece ter feito, consciente ou inconscientemente, uma aposta no desenvolvimento desigual em termos de território. Isso tem de acabar”, declarou.

O ministro acrescentou que o país não pode resignar-se a ser “um país litoralizado”, com regiões do interior marcadas pela desertificação e pelo abandono do investimento, público e privado. “Este país desigual, com falta de coesão, virado obsessivamente para o litoral, tem de ter os dias contados”, frisou.

Carlos Abreu Amorim sublinhou ainda que a democracia, que assinalou 50 anos em 2024, “trouxe muito ao país”, mas deixou em aberto a necessidade de garantir igualdade de oportunidades no território. “Temos direito a ter esperança e a mudar a realidade com que não concordamos. Este é também um dos grandes compromissos do Governo”, concluiu.

 

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