O tenente-coronel na reforma Marcelino da Mata, um dos militares da guerra colonial mais condecorados, morreu hoje, vítima de covid-19, no Hospital Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra). Marcelino Mata, natural da Guiné-Bissau, tinha 80 anos e foi um dos fundadores da tropa de elite “Comandos”.
Após a Revolução do 25 de Abril e do fim da Guerra Colonial foi proibido de voltar à sua terra-natal e viu-se obrigado ao exílio em Espanha até ao contra-golpe do 25 de Novembro (que terminou com o Processo Revolucionário Em Curso). Pelo meio foi preso e torturado no quartel do Ralis e em Caxias.
De etnia papel, Marcelino da Mata começou a carreira como soldado, sendo consecutivamente promovido pelo seu valor e feitos em combate. Dele diz-se ter participado em mais de 2400 operações. Foi condecorado, entre outros, com a ordem militar da Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito e cinco Cruzes de Guerra.
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