O fogo que começou em Arganil, Coimbra, alastrou-se a Seia, distrito da Guarda, e obrigou à deslocação preventiva de moradores, sem registo de danos habitacionais.
O presidente da Câmara de Seia, Luciano Ribeiro, informou que cerca de 55 pessoas de localidades de Seia e de Arganil foram concentradas na Casa do Povo de Vide, após a ordem de evacuação dada ao início da tarde.
O incêndio florestal deflagrou pelas 05h08 de hoje na serra do Açor, no município de Arganil, e alastrou para os concelhos vizinhos de Oliveira do Hospital e Seia. As chamas têm avançado na União de Freguesias de Vide e Cabeça, ameaçando sobretudo as localidades situadas ao longo da ribeira do Piódão, um vale de difícil acesso que complica o combate ao fogo.
“Neste momento, os bombeiros têm controlado o incêndio, mantêm-no afastado das várias povoações, e o fogo vai progredindo nas zonas de mais difícil acesso, mas os bombeiros têm assegurado a manutenção de todas as povoações”, afirmou Luciano Ribeiro, acrescentando que até ao final da tarde não havia registo de feridos.
O autarca explicou que a presença de vento e a possibilidade de alteração da sua direcção aumentam a imprevisibilidade das chamas nos vales encaixados, já afectados pelos incêndios de 2017.
O incêndio mobilizou ao longo do dia cerca de 700 operacionais e cinco meios aéreos, mas ao final da noite a página da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) registava 858 operacionais, apoiados por 271 veículos e um meio aéreo.
Em Arganil, além de Chãs de Égua e Foz de Égua, na freguesia do Piódão, as chamas rondaram ainda Porto Silvado, Sobral Magro e Vale do Torno, em Pomares. O vento forte, a orografia íngreme e o fumo intenso têm dificultado a acção dos bombeiros no combate ao incêndio.
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