Home - Opinião - Não e não a mais dinheiro dos nossos impostos para armas e para a guerra! Autor: Carlos Martelo

Não e não a mais dinheiro dos nossos impostos para armas e para a guerra! Autor: Carlos Martelo

Este governo e esta União Europeia comportam-se como autênticos «executivos políticos» das empresas de armamentos e dos «traficantes da morte».

De uma ou de outra formas, aceitam prazenteiramente o papel de «intermediários políticos» dos «falcões» norte-americanos e dos respetivos complexos militares-industriais-comerciais dos armamentos em que se enquadra a NATO em suas estratégias belicistas. E daí nascem e escalam as guerras com o seu estendal de destruição, sofrimento e morte.

Com as guerras que são a maior estupidez e a maior violência da Humanidade, ganham os grandes interesses económicos e militaristas e perde a Humanidade que passa por ser um instrumento ao serviço dos «senhores das guerras» os quais, diga-se, nunca ganharam tanto dinheiro como agora através do tal «tráfico da morte» proporcionado pelas guerras e pelos armamentos nelas utilizados !        É mais do que trágico e ainda pode ser pior !

Proclame-se que as Mães e os Pais, em todo o mundo, não geram e não criam os seus Filhos para que estes, ainda jovens ou já menos jovens, venham a ser «carne para canhão» nas guerras, a mando de alguns «senhores das guerras» !  Guerra não !  Paz sim !

Há dias, ocorreu uma cimeira da NATO nos EUA, país que é o seu «pai» genético.  O pretexto próximo foi a guerra na Ucrânia e o objetivo mediato o desenvolver do afrontamento militarizado à China, aqui debaixo da teoria das «guerras comerciais» com este país que pretendem cercar por todos os lados e mais alguns.  É uma tão perigosa quanto inalcançável pretensão esta !…

Então, para o reforço dos sistemas de armamentos – no caso da guerra na Ucrânia é mesmo para fornecimento, produção «própria» e utilização de armamentos de tipo mais ofensivo e até estratégico – os «falcões» dominantes na NATO querem impor aos países-membros o grande aumento das suas despesas com armamentos de todos os tipos incluindo armamentos nucleares.  Para isso, para chantagearem o raciocínio dos contribuintes, intensificam as teorias (falseadas) da nossa alegada falta de «segurança» militar e política o que, em última análise, corporiza uma potencialmente «sangrenta» mentira política.  Por exemplo, quem, no uso de alguma lucidez de análise, acredita que a Rússia nos vai invadir ou que quer invadir a Alemanha…e a França…e por aí adiante até chegar aqui ??  Por isso, há que promover, até ao vómito, as campanhas intimidatórias e manipuladoras das consciências crédulas ao injetarem-lhes doses e doses e ainda mais doses de medo «conveniente», sobretudo através da grande comunicação social e redes de desinformação planificada e seus «mercenários ideológicos» qual «tropa de choque»  neste domínio da ação psicológica sobre os povos a favor das guerras.

Precisamos de mais investimento público mas é na resolução dos problemas.

Na ressaca dessa cimeira da NATO, o atual Primeiro-Ministro e outros responsáveis pelo atual governo PSD-CDS/PP, vieram imediatamente assegurar toda a sua subserviência a estas doutrinas belicistas/militaristas. O Primeiro foi mesmo muito claro a prometer o investimento público – anunciou alguns milhares de milhões de euros para isso no curto prazo  – a fim de incrementar o «negócio» dos armamentos no nosso País !…. É uma afrontosa ignomínia !

É pois legitimamente expetável que os «traficantes da morte», que beneficiem com essas políticas e com tais verbas públicas, lhes «agradeçam» reconhecidos…

Enquanto isso acontece, continua sem haver dinheiro público suficiente e disponibilizado pelo Orçamento do Estado que um tal governo gere, para acudir aos problemas da nossa vida.  Para acudir ao Serviço Nacional de Saúde, SNS, à falta de habitação, para investimentos diretos pelas Autarquias Locais.  Para subir os baixos salários e as baixas pensões e reformas e etc, etc.  Para isto não há dinheiro suficiente.  «Só» não falta dinheiro público para os armamentos e para as guerras assassinas…  Denuncio estas práticas políticas e protesto contra elas !

Por isso e para isso : «Não e não a mais dinheiro dos nossos impostos para as guerras e os armamentos !».

Sim à Paz !    Não à guerra !

 

 

 

Autor: Carlos Martelo

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