Home - Opinião - O 25 de Abril de 1974 também floriu em Alegria pura, nas ruas !  Viva ! Autor: João Dinis

O 25 de Abril de 1974 também floriu em Alegria pura, nas ruas !  Viva ! Autor: João Dinis

Entrámos no mês de Abril de 2024, data em que muito justamente se assinala os “50 Anos do 25 de Abril de 1974”.  É toda uma vida feita de História e de estórias que mexem com as nossas vidas!

Por cá, pelo nosso Município, há algumas iniciativas evocativas já divulgadas pela Câmara Municipal, aliás no seguimento de uma deliberação nesse sentido aprovada, há tempos, na Assembleia Municipal. Todavia, ainda se sabe pouco sobre tal matéria, o que, diga-se, para já não é bom…

Pois para a História do dia 25 de Abril de 1974, também ficaram os Cravos Vermelhos que enfeitaram os canos das armas e as mãos dos Soldados e de tanta Gente !  Sim, é única e bonita a nossa “Revolução dos Cravos” !

A propósito, fazemos questão em reafirmar alguns pontos de vista que, diga-se, sendo já de opinião mais colectiva, todavia, devem ser lembrados permanentemente.

Em primeiro lugar, e sem qualquer dúvida, o êxito militar, social e político do dia 25 de Abril de 1974 foi determinado pelo mais do que notável apoio Popular ao “Movimento das Forças Armadas”, envolvendo em especial a tropa revoltosa da EPC, Escola Prática de Cavalaria, vinda de Santarém, e logo a partir das 8 horas da manhã no Terreiro do Paço, a seguir pelas Ruas de Lisboa até ao Largo do Carmo e fim de tarde, em que se deu a rendição de Marcelo Caetano e do próprio regime fascista e, praticamente, da sua tenebrosa polícia política – a PIDE / DGS. Cumpre lembrar que esta polícia política provocou directamente, frente à sua Sede na Rua António Maria Cardoso, aliás bastante próximo ao Largo do Carmo, as únicas mortes (foram 5) e os muitos feridos a acontecerem neste dia 25 de Abril de 1974.  Até ao fim, a PIDE/DGS assumiu a sua natureza e a sua prática terroristas !

E com os acontecimentos vitoriosos a 25 de Abril, se legitimou e permitiu dinamizar a “força motora”, dominante no futuro próximo através da designada “Aliança Povo / MFA, Movimento das Forças Armadas”, na implantação e consolidação da Democracia, da Liberdade e do Progresso Social.

Eu aqui agradeço e saúdo: – Obrigado Povo de Lisboa e da “Margem Esquerda” !  Obrigado Povo do meu País !

E não posso deixar de também reconhecer agradecidamente a todas e todos aqueles que, durante décadas, arrostando com os maiores sacrifícios, lutaram contra o regime fascista que nos oprimia e assim também foram “semeando sementes” da Revolução dos Cravos” !

Depois, considero, no dia aprazado, a História contemplou os Revoltosos com um comandante militar no desenrolar mais nevrálgico dos acontecimentos então ocorridos em Lisboa – o heróico Capitão Salgueiro Maia – que revelou uma capacidade pessoal muito determinada, corajosa e brilhante na função e na iniciativa que lá desempenhou. Maia foi o Comandante certo no momento certo, aliás bem acompanhado por outros e, em geral, pela “Força” que comandava.

Eu Vos agradeço e Vos saúdo “Capitães de Abril !”. Obrigado Salgueiro Maia e seus Comandados !

Afirmo ainda que era de uma qualidade “superior” – diferente e irrepetível na nossa vida – a Alegria que se sentia no ar que se respirava. Alegria que emanava, luminosa, do Povo, dos Soldados, que se partilhava nos abraços e vivas que se davam espontâneos mas colectivos ao mesmo tempo !  E sim ! Nós também estivemos lá, e agradecemos à História ter-nos concedido tamanho privilégio !

Por isso, digo que o 25 de Abril também “floriu” em Alegria pura, nas ruas !

E logo veio o 1º de Maio de 1974, outro acontecimento inolvidável e determinante!

Sim ! Aquele “25 de Abril” e aquele “1º de Maio”, em 1974, são acontecimentos fundamentais na nossa História como Povo e como Nação !  Sim ! Tal como aconteceram, são irrepetíveis e inesquecíveis !   Viva !

 

25 de Abril, Sempre !

E viva o 1º de Maio !

 

 

 

Autor: João Dinis, Jano.

(Veterano do 25 de Abril)

Foto: Alfredo Cunha

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