O secretário de Estado do Turismo esteve em Celorico da Beira e convidou os autarcas a aproveitarem o financiamento do PRR
O secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado, considera que o interior tem um grande potencial para atrair investimento na área do turismo, um sector da economia que tem sofrido fortes alterações nos últimos tempos. “Continuo a acreditar que o interior é um luxo. Mesmo que às vezes pareça difícil continuar a morar cá. Mas hoje, o luxo não é mais o luxo da ostentação. O luxo que hoje nos leva a atrair pessoas do mundo inteiro é o luxo da segurança, do espaço, do tempo, da natureza. Este é o novo luxo. É este luxo que verdadeiramente nos deve ajudar a criar esse capital de atracção de investimento para que mais empresas e empresários possam vir para o nosso território”, referiu o governante durante a sua intervenção na cerimónia de comemoração do feriado municipal de Celorico da Beira (23 de Maio).
Pedro Machado considera que existe nesta altura uma grande oportunidade para encontrar financiamento e criar condições de crescimento. “O PRR é uma oportunidade extraordinária, única, para que o país possa contribuir não apenas para projectos de caracter público, muitos deles são conhecidos, mas é importante que o s municípios possam encontrar nessa fonte de financiamento esses elementos chave para compensar aqueles e aquelas que insistem em continuar a viver nestas paragens. Temos de criar as condições para que a actividade turística seja reconhecida e vista como um instrumento poderoso de criação e distribuição de riqueza. Percebemos hoje a importância que têm estes territórios para diferenciar a marca Portugal quer para atrair novos turistas”, frisou, sublinhando que cada vez mais é necessário sincronizar a política pública nacional com as políticas regionais.
“É importante para que tenhamos os instrumentos suficientes para servir melhor a comunidade. Para evitar os incêndios. Criar coesão territorial. Precisamos de resolver problemas estruturais. As regiões do interior têm problemas que continuam por resolver e que remontam aos anos 60 e 70 quando se apostou em duas grandes áreas metropolitanas, Porto e Lisboa, esquecendo o investimento nos territórios intermédios. Há um problema do povoamento. A falta de pessoas é sentida nas nossas actividades diárias, nas actividades económicas. Temos de colocar os instrumentos que temos disponíveis para esse objectivo maior que é ganharmos coesão”, disse, concluindo com um apelo aos autarcas: “Esta é a missão que temos pela frente: criarmos condições para decidirmos rápido, para executarmos rápido e de oferecer confiança aos nossos empresários que são eles verdadeiramente quem vai investir nestes territórios”.
O presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira reconheceu que há muito a fazer em termos de turismo e que Pedro Machado é a pessoa certa para ajudar as autarquias do interior a desenvolver os seus projectos nesta área. “Estamos a falar de alguém que conhece bem o sector e o território. É a pessoa que eu conheço que mais sabe de turismo e que nos pode aconselhar”, frisou Carlos Ascensão, notando que a região tem diversos projectos em perspectiva. “Sabemos que há linhas de financiamento que vão abrir. Uma das coisas que temos de fazer é agendar uma reunião em Lisboa com o senhor secretário de Estado para discutir, por exemplo, a recuperação e reabertura do nosso lagar municipal e falar sobre outros projectos no âmbito das aldeias de montanha e aldeias históricas”, concluiu o autarca.
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