O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) voltou a acusar os responsáveis pela prevenção dos incêndios de nada terem feito durante o Inverno para mitigar os riscos de fogos rurais. O porta-voz do movimento escreve, no habitual comunicado mensal, “que o ‘matagal’ prolifera e a floresta está cada vez mais abandonada”. E aconselha os decisores a apoiarem as populações que estão no terreno e não os burocratas no Verão.
“Em Julho de 2023 lembramos para não esquecer que o Incêndio de Outubro de 2017 foi o mais rápido e devastador alguma vez registado em Portugal e no Mundo. Como sempre o trabalho da prevenção, que deve ser feito no Inverno, não foi feito. O ‘matagal’ prolifera e a floresta está cada vez mais abandonada”, frisa Nuno Pereira. “A descoesão territorial é uma realidade que ninguém consegue inverter, pois continuam a ser cometidos os mesmos erros”.
A missiva lembra que aquele movimento em defesa dos lesados dos Incêndios de Outubro de 2017 continua a reivindicar ajudas que nunca chegou à população afectada. “Continuam dezenas de empresas por apoiar, centenas de famílias sem as suas habitações e milhares de agricultores e produtores florestais sem serem ressarcidos de tudo ou de parte do que perderam”, especifica, sublinhando que, entretanto, “muitos milhões” destinados a ajudar acabaram por não chegar ao destino, tendo-se “esfumado”.
“Enfim, muitas promessas de muitos milhões que se esfumaram. Onde estão?”, questiona Nuno Pereira, lembrando que para prevenir os incêndios o investimento deve ser feito durante todo o ano nas populações e nos bombeiros que se encontram no terreno e não só no Verão nos gabinetes de análise. “Enquanto não forem aplicados os investimentos nos locais certos, cada vez vão existir mais incêndios e com maior gravidade devido a burocracia que é criada por quem não conhece o terreno e os diversos territórios”, conclui o porta-voz do MAAVIM.
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