O preço do metro quadrado das habitações em cada cidade do país tem sido um dos assuntos mais debatidos. Preços quer para venda, quer para de arrendamento. Mas o que acontece nas cidades e vilas? Bem, onde existem estudantes como é o caso de Oliveira do Hospital, Seia ou Mangualde, o arrendamento ainda vai deixando os proprietários locais criar algumas mais valias, mas o que aí vem pode ser desastroso. Falo de programas do PRR que vão estar ao serviço principalmente dos municípios e de outras e instituições publicas que podem ser a ruína de muitos proprietários que investem nas suas terras.
Se for como parece estar a ser montado um esquema de aproveitamento do PRR para fazer concorrência aos privados teremos escolas, politécnicos, IPSS, municípios e outras a quererem construir os seus alojamentos universitários para arrendarem eles próprios. O pior é que os privados vão pagar duas vezes. Por um lado, pagam nos impostos para essas instituições e vão pagar pela desvalorização dos seus imóveis por aquilo que deixam de arrendar.
Não é isto que estimula a economia. Isto só nos faz ficar mais dependentes do Estado, das empresas publico privadas e mais uma série de elefantes brancos que estão nas várias cidades e vilas dos nossos concelhos. É preciso colocar travão a estes investimentos. O PRR deve servir para estimular a economia e criar infra-estruturas que sejam necessárias e não sejam para descartar e criar mais custos fixos no futuro.
Nuno Tavares Pereira
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