O PCP pretende que as obras de requalificação e alargamento do IP3, sem portagens para os utilizadores, arranquem mesmo em 2023 e chama a atenção para as derrapagens dos prazos inicialmente anunciados pelo Governo. “Há um atraso na conclusão da primeira fase de obras do IP3 em pontos degradados, abrangendo apenas 18 por cento do trajecto total da via”, referem os deputados comunistas, acusando o Governo de António Costa de fazer anúncios demagógicos.
“Em particular com o uso da verba para o IP3 por parte do Primeiro-ministro para justificar a não contemplação de justas reivindicações dos professores, o que é certo é que não há indícios de começo das obras da segunda fase da requalificação desta importante e perigosa via. Ou seja, as verbas não foram utilizadas nem para um fim nem para o outro, sendo que a verba, entretanto disponibilizada para o Novo Banco excedeu largamente a necessária para atender às reivindicações dos utentes e dos professores”, sublinham.
Referindo que atrasos na obra significam manutenção dos riscos para quem ali circula, os deputados do PCP adiantam que continua a não haver medidas para conter riscos de colisão frontal, em particular no troço do distrito de Viseu. “Não estão contempladas alternativas para o tráfego local e agrícola. Continua também a haver indefinição quanto a pormenores da obra, em particular o nó do IC6”, concluem.
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