Mais de dois terços do financiamento vão directamente para as equipas do IPG. Três projectos na área da saúde reúnem apoios europeus do Compete 2030, com destaque para um ‘penso inteligente’, bebidas de frutos vermelhos e o estudo de biomarcadores da cognição em idosos.
O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai receber a maior fatia de um financiamento total de 750 mil euros atribuído pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) a três projectos de investigação em saúde, nos quais o IPG assume o papel de principal beneficiário. Estão em causa estudos sobre a prevenção do declínio cognitivo em idosos, o potencial antioxidante de bebidas naturais à base de frutos vermelhos e o desenvolvimento de um penso inteligente para tratamento de feridas crónicas.
Os apoios agora aprovados destinam-se em 448 mil euros às equipas científicas que conduzem directamente estes projectos. No conjunto dos três consórcios, o IPG absorve 70% dos 637 mil euros provenientes dos fundos europeus Compete 2030, de acordo com nota enviada pela instituição.
Para o presidente do Politécnico da Guarda, Joaquim Brigas, trata-se de um reforço considerável nas verbas destinadas à investigação. “Estes apoios da FCT acrescentam cerca de meio milhão de euros às linhas de investigação que o Politécnico da Guarda já está a levar a cabo”, afirmou o dirigente, referindo-se aos quatro centros de investigação em que a instituição participa e que foram classificados com “Muito Bom” pela FCT, incluindo um criado de raiz na Guarda apenas com investigadores próprios. No seu conjunto, estes centros garantiram um financiamento global superior a 2,5 milhões de euros.
No domínio do envelhecimento, o projecto Idosos Beira Interior – Guarda: biomarcadores imunológicos da cognição, coordenado por Elsa Cardoso e desenvolvido em parceria com a Universidade da Beira Interior (UBI), propõe-se identificar novos marcadores imunológicos associados ao declínio cognitivo em pessoas com mais de 65 anos. O estudo recebeu 212.387 euros, dos quais 191.127 euros atribuídos ao IPG e 21.260 euros à UBI. O objectivo, segundo a investigadora responsável, “é a detecção de novos marcadores imunológicos do declínio cognitivo associado ao envelhecimento”.
Também em colaboração com a UBI, o projecto Red4Cardio – Formulações naturais seguras, saudáveis e sustentáveis à base de frutos vermelhos para a prevenção de doenças cardiovasculares, coordenado por Luís Silva, pretende desenvolver bebidas naturais com potencial antioxidante. O financiamento totalizou 212.387 euros, cabendo 128.666 euros ao IPG e 83.721 euros à UBI. Os ensaios previstos incluem testes in vitro, in vivo e clínicos para avaliar os efeitos das formulações.
O terceiro projecto, MuSSHeal – Penso multirresponsivo para o controlo e tratamento de feridas crónicas, decorre em parceria com a Universidade do Minho. Liderado por Sónia Miguel, o estudo está focado na criação de um penso inteligente com materiais electroactivos que permitam monitorizar e estimular a cicatrização de feridas, com uma abordagem que alia inovação, economia e sustentabilidade ambiental. Este trabalho conta com 212.167 euros de apoio, sendo 128.152 euros para o IPG e 84.015 euros para a Universidade do Minho.
“O Politécnico da Guarda continua a somar projectos de I&D aprovados no âmbito da política científica que implementou nos últimos anos, quer nos projectos europeus que integra ou lidera, quer nas candidaturas à Fundação para a Ciência e Tecnologia”, sublinhou Joaquim Brigas.
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