O presidente da Câmara de Mortágua, Ricardo Pardal, foi acusado pelo Ministério Público de três crimes de prevaricação, por alegadamente ter viciado um concurso de admissão de funcionários públicos para favorecer João Silva, gestor de marketing que tinha tratado da campanha autárquica do autarca. A acusação foi avançada hoje pelo “Jornal de Notícias”, que noticia ainda que os dois terão estabelecido um acordo para que Silva recebesse 113 mil euros através de adjudicações de serviços de comunicação para a autarquia, entre 2022 e 2024.
Segundo a acusação, o concurso terá sido manipulado para garantir a contratação de João Silva para um lugar na Câmara de Mortágua.
O caso já tinha sido alvo de uma investigação da Polícia Judiciária. Em Dezembro de 2025, foram realizadas buscas na Câmara Municipal de Mortágua e numa empresa, no âmbito de um inquérito relacionado com suspeitas de prevaricação e participação económica em negócio.
Na altura, Ricardo Pardal afirmou estar “perfeitamente sereno” perante as buscas e disse que estas resultavam de uma denúncia. Agora, o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Viseu imputa três crimes de prevaricação aos dois homens.
Ricardo Pardal foi eleito presidente da Câmara de Mortágua pelo Partido Socialista nas autárquicas de 2021 e reeleito nas eleições de 2025, para um segundo mandato. A lista do PS voltou a ser a mais votada em 2025, com 48,04% dos votos.
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