Home - Opinião - Presidente da Câmara e maiorias PS dançam o Tango : «Com letra minha e música do meu mano, vão por mim que não me engano»… Autor: Carlos Martelo

Presidente da Câmara e maiorias PS dançam o Tango : «Com letra minha e música do meu mano, vão por mim que não me engano»… Autor: Carlos Martelo

Desta vez temos autênticos «espetáculos musicados» pelas maiorias PS na Câmara e, ao que nos é dito, também na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital ou, pelo menos, temos «cantigas» em duo interpretadas em «falsete»  pelos respetivos Presidentes.

Vem este artigo estimulado pela entrevista de um conhecido cidadão, empresário ligado a espetáculos musicais de impato – ele é da Bobadela –  entrevista dada ao CBS nº 50, de 6 de Julho, 2023.  Nela, o protagonista expressa uma denúncia muito forte sobre a forma desrespeitosa, mesmo irregular, como foi tratado pelo atual Presidente da Câmara perante uma proposta que fez, a solicitação do mesmo Presidente da Câmara, para um cartaz artístico (musical) para a próxima EXPOH, no Parque Mandanelho, na Cidade.  Ao que também afirma nessa entrevista, a empresa que ele representa disporia de um naipe de artistas de nome conceituado que viriam atuar na EXPOH e cujos «cachets» seriam cobertos exclusivamente pelas receitas de bilheteira que a empresa em causa iria controlar.  Convenhamos que, a ser assim, o negócio teria interesse para a Câmara pois, à partida e por esse lado dos «grandes» espetáculos musicais, não ia acarretar despesas ao Município como aliás têm acarretado em anos anteriores.

Soa em falsete a «cantiga» em duo presidencial…

Ora a parte gaga que, a confirmar-se, é simplesmente inadmissível é que a proposta apresentada não mereceu qualquer resposta por parte do Presidente da Câmara, pelo menos até à data da entrevista.  E o inusitado, e confuso, terá sido o facto de o atual Presidente da Assembleia Municipal também ter solicitado ao mesmo empresário a apresentação da sua proposta. Quer dizer, segundo o empresário contatado, uma dupla de presidentes embrulhou-se no mesmo assunto que, diga-se, é de âmbito Camarário e não da Assembleia Municipal. E, depois, não respondem ao proponente que haviam contatado !  Da nossa parte, e dando bom crédito ao entrevistado pelo CBS sobre este imbróglio, nós exigimos que a Câmara esclareça o que aconteceu!

O desrespeitado empresário musical afirma mesmo na entrevista e citamos:- «Se calhar não foi aceite (a sua proposta) porque não pactuo com certas coisas…».  Ora, muito gostaríamos nós de saber afinal que «coisas» são essas que, pelos vistos, acontecem lá pela Câmara  e com que diz não pactuar ?  Neste ponto, o entrevistado deveria mesmo esclarecer para nos ajudar a compreender melhor o imbróglio que vem a público denunciar.  Será alguma vendeta de motivação político-partidária pois sua esposa já foi vereadora pelo PSD na Câmara de Oliveira do Hospital ?  Enfim, isso parece-nos demasiado mesquinho e de um carater quase mafioso.  Custa a acreditar e também por isso o assunto, que tem a ver com a transparência na gestão municipal, merece mais esclarecimentos e de ambos os lados.  Aguardemos pois…

Se cantassem como o tal Gabriel, o «artista» multi-faturador, aí era contrato garantido…

Talvez por aqui possa haver pistas para deslindar o acontecido à sua proposta, segundo o empresário de que falamos.

A propósito, vamos lembrar o artigo em o «Tabuense» de 17 de Novembro de 2 022 com título «Gabriel o Arrebatador» e o artigo publicado no CBS de 21 de Dezembro, 2022, com título «Cantor Gabriel com ´pegadas´ também em Oliveira do Hospital», artigos que expõem um apanhado comprometedor de múltiplos contratos (desde 2013), de vários tipos, com a Câmara de Tábua e com a Câmara de Oliveira do Hospital e com o PS local enquanto partido (?!).    De facto, é uma série impressionante de adjudicações diretas por parte dessas Câmaras e quer para espetáculos musicais quer para limpeza de caminhos e de percursos pedestres.  Um maná !   A seguir, o mesmo «artista» Gabriel divide-se em atuações em iniciativas das campanhas eleitorais do PS para as mesmas autarquias.  Uma promiscuidade mais do que estranha !…

Aliás, nós próprios publicámos um artigo de opinião no CBS de 6 de Dezembro de 2022 com título, «Gabriel o cantor multi-faturador» em que também se aborda os contratos camarários «de regime» com este «artista-empresário-cantor». E em que se afirma que tendo até em conta os factos expostos nos artigos de ambos os jornais – O Tabuense e o CBS –  o Ministério Público já deveria ter mandado averiguar a engrenagem com a relatada promiscuidade entre o «artista», as Câmaras hegemonizadas pelo PS e este partido.

Será com este tipo de engrenagem – que, reafirma-se, o Ministério Público já deveria ter mandado investigar – que o nosso empresário desrespeitado «não pactua» ?…  Gostaríamos de saber.

Carlos Martelo

 

 

Carlos Martelo

 

 

 

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