Ainda que impedido pelo ministério da Educação de levar por diante a sua proposta de encerramento da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital (ESTGOH) já no presente ano letivo, o presidente do IPC não escapou, por iniciativa do PSD, à audição na Comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura.
Ontem, convidado pelos diferentes deputados a prestar explicações acerca daquela intenção, tornada pública a poucos dias do início do novo ano letivo, Rui Antunes retorquiu apelando ao governo para que diga urgentemente como quer reorganizar a rede de ensino superior, afirmando que outras instituições poderão ter de recorrer ao encerramento de pólos.
Em face dos cortes de financiamento de 8,5 por cento, Rui Antunes alertou para o facto de cada instituição estar a gerir a situação “à sua maneira”. Quanto ao caso concreto da sua intenção da encerrar a ESTGOH, mas vetada pela tutela, o presidente do IPC afirmou que outros politécnicos como Tomar, Beja ou Bragança poderão ter que tomar decisões semelhantes.
Confrontado com o reduzido número de vagas preenchidas na ESTGOH – apenas 35 – na primeira fase de acesso ao ensino superior, Rui Antunes defendeu a reformulação dos cursos do pólo de Oliveira do Hospital como forma de resolver “problemas de atratividade”, que passa também por atribuir à escola, cursos que não existam em Coimbra.
O responsável pelo Politécnico de Coimbra não deixou, contudo de lembrar que o encerramento da ESTGOH representaria uma poupança de “entre 500 mil e 700 mil Euros”.
A uma só voz, os deputados posicionaram-se em defesa da permanência da escola em Oliveira do Hospital. O subfinanciamento ao ensino superior foi, contudo, uma matéria alvo de críticas pelos deputados da oposição.
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